O imposto sindical tem que ser extinto! | Politicos Do Brazil
O imposto sindical tem que ser extinto!
Por admin
28/10/2016

Esse artigo tem tudo pra ser o mais polêmico (ou um dos mais polêmicos) já escrito no blog.

Vamos falar de um assunto que causa calafrios nos sindicalistas. Sim, aqueles que dizem representar os trabalhadores, mas que na verdade representam apenas a si mesmos.

Quem não esteve em Marte nos últimos 35 anos sabe muito bem que sindicalismo é sinônimo de PT e vice versa, isso é um fato e não tem como desvincular já que o partido nasceu de um sindicato, aliás, um dos milhares que temos no Brasil.

Estima-se que o Brasil é o país com mais sindicatos no mundo. São mais de 15 mil (!).

Aqui tem sindicato pra tudo, tudo mesmo que você possa imaginar. Qualquer categoria de trabalhadores (ou não trabalhadores) tem seus “representantes” nos sindicatos. Acredite se quiser, mas tem sindicato até de camelôs. Não, não é pra rir. Continue lendo e você vai entender porque não podemos rir, afinal o assunto é MUITO sério!

Continuando…

Em países desenvolvidos e sérios, não existe um sindicato pra todo e qualquer tipo de categoria “profissional”. Nesses países, a representação é feita de maneira maciça, ou seja, é um tipo de sindicato que engloba várias categorias. Talvez seja por isso que o número de sindicatos nesses países é bem pequeno. Estamos falando de EUA, Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, Argentina (sim, até a Argentina) etc, etc, etc… como foi dito, países desenvolvidos (ou não) e anos luz a frente do nosso querido Brasil varonil.

Em tempo… é preciso dizer que até países de pouca representatividade no mundo não tem uma ilha inteira de sindicatos, não… até nesses países subdesenvolvidos o número não chega nem perto dos 15 mil mencionados que temos aqui.

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Sinceramente, existe alguma chance de um país progredir em questões trabalhistas com tantos “representantes” dos trabalhadores assim? Evidente que não. Por isso que temos as leis trabalhistas mais engessadas do mundo e também temos médias salariais baixas se comparadas à países com o mesmo desenvolvimento humano nas relações trabalhistas e na qualidade dos produtos feitos e comercializados.

Algo que chama atenção, inclusive mundial, é o chamado imposto sindical ou “contribuição sindical”. Por que? Porque só existe no Brasil.

Não, vocês não leram errado. Aqui no Brasil temos um imposto que vai direto para os sindicatos. Ele é chamado de imposto sindical e funciona da seguinte forma: num determinado dia do ano, esse dia é destinado ao sindicato da categoria a qual você pertence. Um exemplo: se você trabalha numa montadora de carros é seu salário é de 15 reais/hora, significa que em 1 dia você ganha 120 reais. Esse valor de 120 reais é destinado ao seus sindicato num determinado dia do ano.

Você pode pensar: “oras, 120 reais não é um grande valor”. Sim, talvez não seja mesmo. Mas multiplique isso por, digamos, 8 mil trabalhadores dessa mesma empresa? Dá um ótimo valor, não?

Pois bem… esse é o chamado imposto sindical.

É preciso deixar claro uma coisa, mesmo você não sendo sindicalizado, esse valor vai pro sindicato da mesma maneira. É justo?

Também vamos lembrar que TODO e QUALQUER sindicato recebe um valor anual do governo, além da mensalidade daqueles que são sócios. Ou seja, os sindicatos podem e devem caminhar com suas próprias pernas, sem precisar desse imposto que é cobrado apenas no Brasil. Por que será hein?

Sindicatos e centrais sindicais como CUT, CTB, FORÇA SINDICAL, APEOESP e outras menos citadas recebem do governo para “brigar” pelos direitos dos trabalhadores, mas na verdade se tornaram verdadeiras organizações obscuras que apenas e tão somente visam o bem estar daqueles que fazem parte de seus quadros. Isso não é nenhuma falácia, pois basta ver que o presidente da CUT é um homem que goza de uma confortável situação financeira, tendo inclusive um imóvel no mesmo prédio onde o ex presidente Lula tem um triplex, lá no Guarujá. Quantos trabalhadores tem condições de ter um imóvel dessa envergadura?

A própria Força Sindical tem como presidente o deputado federal Paulinho Pereira e é mais uma entidade que suga os trabalhadores até a exaustão com esse malfadado imposto sindical. E na cidade onde ela “impera”, simplesmente vira as costas para os trabalhadores de uma determinada empresa de uma cidade do Grande ABC. E, coincidência (?), também tem partido que nasceu de suas entranhas, o Solidariedade. Qualquer semelhança com o PT…

A CTB tem em suas entranhas membros políticos ligados ao PCdoB, portanto nem merece muitos comentários. E a APEOESP é o chamado sindicado dos professores de SP, os mesmos que vira e mexe convocam greves para atrapalhar a vida de milhares de alunos no ensino público. E, pasmem, estiveram envolvidos na invasão de escolas do estado.

Como se pode ver, os sindicatos citados e outros que não merecem tanto destaque, não se importam muito com seus “sócios” e sim com suas vaidades pessoais e profissionais.

Também por esse motivo é que se faz urgente a extinção do imposto sindical. Mas quando dizemos extinção, queremos dizer extinção total!

Por que enfatizamos isso?

Existe um projeto que pede o fim do imposto sindical, mas o texto tem falhas já que ele deixa claro que apenas os não sindicalizados é que tem o direito de não serem descontados em folha de pagamento esse dia que vai pro sindicato. Não é isso que queremos. Queremos sim que NENHUM trabalhador tenha esse dia descontado. Que o imposto acabe de vez e pra todos, sem distinção. Isso sim é justo!

No site do Senado Federal foi aberta uma consulta pública onde você pode votar se é a favor ou contra o tal projeto. A consulta é apenas para medir qual é a opinião do (a) cidadão (ã) sobre esse tema. Você pode dar seu voto clicando aqui.

Antes de terminar o artigo, temos uma pergunta para o trabalhador que está acompanhando esse artigo: você sabe o que o sindicato que te “representa” faz com seu dinheiro?

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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