O PT diminuiu, mas a “outra” esquerda aumentou de tamanho. Que perigo! | Politicos Do Brazil
O PT diminuiu, mas a “outra” esquerda aumentou de tamanho. Que perigo!
Por admin
06/11/2016

As eleições de 2016 deixaram uma marca difícil de apagar. O grande derrotado, sem dúvida alguma, foi aquele partido que mais aumentou sua repulsa ao longo dos anos e, por ironia, aquele que mais criticou tudo e todos quando dera “oposição” e ao virar governo, se faz de vitima nas investigações da Lava Jato.

De qual partido estamos falando? Um doce pra quem adivinhar…

Claro, esse partido é o PT.

Mas esse artigo não é uma critica ao partido, longe disso, ele é apenas uma constatação inverosímel de que o partido acabou perdendo seu terreno fértil nas eleições desse ano que está perto de terminar.

Em apenas 4 anos, o partido perdeu várias prefeituras no Brasil, inclusive em capitais e cidades onde seu “reinado” era praticamente imbatível.

Um exemplo é o Rio Grande do Sul, que sempre foi um reduto petista desde os primórdios e pra quem não sabe ou lembra, foi o berço politico da ex presidente Dilma Rousseff.

Lá o PT saiu de 72 prefeituras em 2012 para “apenas” 38. Uma queda impressionante, em números concretos são 34 prefeituras a menos. Pra quem pensa num poder absoluto, é desesperador saber que seu “projeto” desmoronou em apenas 4 anos. Isso sem falar de prefeitura de Porto Alegre, uma das mais importantes do país, onde o partido nem sequer chegou ao 2º turno. Deprimente.

Até no Nordeste, um reduto histórico do partido, a queda no numero de prefeituras foi impressionante, onde não elegeram sequer um candidato para as capitais da região. Mesmo com o bolsa família, carro chefe do partido desde sempre.

A região Norte é a que se salvou, em se tratando de prefeituras, onde conseguiram eleger o prefeito de Rio Branco, no Acre, mas sendo muito sincero o Estado não tem relevância alguma no país, em qualquer nivel que seja, muito menos politico. É uma vitória? Não se sabe ainda…

Mas as maiores derrota do partido foram, sem dúvida alguma, em SP (com a derrota vexatória de Fernando Haddad) e principalmente no ABC paulista. Lá a surra foi homérica.

Para se ter uma ideia do estrago, o partido não elegeu nenhum candidato em nenhuma cidade que faz parte do ABCD, ou seja, Santo André, São Caetano, São Bernardo, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Diadema.

E mais, em Santo André foi a primeira vez que um prefeito foi eleito com quase 80% dos votos. A disparidade entre Carlos Grana (PT), o atual prefeito, e Paulo Serra (PSDB) foi impressionante, chegando a uma diferença de mais de 55%. Uma derrota sem precedentes para o partido. Será resquício ainda da morte não esclarecida de Celso Daniel? Talvez…

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Como se pode notar, o PT teve uma queda vertiginosa nas eleições 2016. Tanto é verdade que até alguns figurões do partido temem pelo futuro da sigla e já ensaiaram até mesmo criar um novo partido e também uma mudança de atitude, como por exemplo desvincular a imagem de Lula do partido.

Isso já aconteceu em partes. Alguns candidatos simplesmente esqueceram o ex presidente em seus discursos e ao menos o quiseram presente em suas passeatas Brasil afora. Até ele é visto como uma presença maligna e passível de derrota eminente.

A pergunta que fica é: o Brasil deve se animar com esse cenário? A resposta é: sim e não.

É isso mesmo. A resposta se divide em duas. Sim porque o partido sai enfraquecido e vê sua hegemonia em alguns locais cair vertiginosamente e muito provavelmente sem nenhuma chance de recuperação. Não porque obstante a queda do PT, os chamados partidos “puxadinhos” do PT, tais como PCdoB, PSOL, REDE, PDT, PSB, PPS e outros cresceram de tamanho.

Não que tenha sido um crescimento estrondoso, nada disso. Mas é preciso prestar atenção nesses partidos, exemplo do PSOL que conseguiu sair de 1 prefeitura em 2012 para 2 em 2016. Matematicamente falando, isso é um salto de 100%! Como não prestar atenção nisso e simplesmente ignorar? Não dá.

A REDE, de Marina Silva (a candidata melancia), é outro que teve um  crescimento nessas eleições e já está sendo vista com outros olhos pela classe politica nacional e com certo “medo” por boa parte da população. Não pela representatividade política e sim pela cara de pau ao sempre dizer que não tem vinculo algum com o PT.

As eleições de 2016 foram um divisor de águas. O grande vencedor foi o PSDB que aumentou extraordinariamente seu quadro politico, principalmente nas capitais, onde João Dória é o maior exemplo, derrotando o PT numa surra sem precedentes e ainda no 1º turno. O grande derrotado foi claramente o PT (inclusive em termos financeiros) e, salvo engano, não parece que terá forças para reverter esse quadro num curto espaço de tempo.

Mas se tem algo que os eleitores precisam prestar muita atenção é na subida que os outros partidos de esquerda e extrema esquerda conseguiram nesse ano. Eles também foram grandes vencedores nessas eleições e isso não se pode negar e muito menos fingir que não aconteceu.

É preciso abrir os olhos agora, porque a tendencia é que o PT tenha candidato próprio para presidência em 2018 e evidentemente esses partidos que agora cresceram irão apoiar esse possível candidato. É um apoio e tanto.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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