Eu não votei em Michel Temer! | Politicos Do Brazil
Eu não votei em Michel Temer!
Por admin
14/03/2017

Quando Dilma Rousseff foi escolhida, por intermédio de Lula, para ser candidata a presidência do Brasil, o PT ainda não tinha um nome forte para ser o vice presidente na chapa.

Depois de algumas reuniões regadas a muito dinheiro público e ostentação por parte dos convidados, eis que um nome surgiu com entusiasmo para ser esse vice tão sonhado, que tivesse força dentro do partido ao qual pertencia e mais, que pudesse “puxar” muitos votos.

O nome escolhido foi o de Michel Temer.

Evidentemente que hoje em dia todo brasileiro alfabetizado ou que tenha os 2 neurônios, sabe quem é Michel Temer. Mas também não é nenhuma novidade dizer que antes da vitória de Dilma Rousseff, pouca gente realmente sabia quem era o vice presidente escolhido na chapa PT-PMDB.

Também é verdade que mesmo sabendo quem efetivamente é o sr Temer, pouquíssima gente sabe detalhes da vida desse cidadão. E como o blog “também é cultura”, estamos aqui para “elucidar” essa dúvida. Bora lá?

“Michel Miguel Elias Temer Lulia nasceu na cidade de Tietê (SP) no dia 23/09/1940. É filho de imigrantes libaneses que chegaram no Brasil na década de 1920. É um politico, advogado, professor universitário e escritor brasileiro. É formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP). Foi professor na PUC e na Faculdade de Direito de Itu. Em 1981 filiou-se ao PDMB. Foi deputado federal por SP em 2 mandatos (1987-1991 e 1994-2010). Foi presidente da câmara dos deputados por 2 mandatos (1997-2001 e 2009-2010), deixando o cargo em 2010 para ser vice na chapa de Dilma Rousseff. Com o impeachment de Dilma, tornou-se desde o dia 31/08/2016, o 37º presidente da República Federativa do Brasil…” Fonte: WIKIPÉDIA

Como se pode notar, Michel Temer tem uma vida pública de longa data.

Dilma sempre dizia, pra quem quisesse ouvir, que Temer era uma pessoa de total confiança e que era o vice ideal para ajudá-la a fazer o Brasil continuar nos trilhos, traçando a rota deixada por Lula. Evidente que foi mais um momento de extrema demência da ex presidente. Esse vídeo pode ser visto logo abaixo.

Foram 6 anos de um casamento quase perfeito entre a ex guerrilheira petista e um dos nomes mais fortes dentro do PDMB. É preciso lembrar que Temer foi escolhido justamente por isso, pela sua força dentro do partido e mais ainda, pelo “poder” de conseguir puxar milhares de votos que ajudaram na eleição e reeleição da ex presidente. Ok, pelo menos a reeleição de Dilma é carregada de muitas dúvidas, inclusive uma senadora da República já levantou a tese de que as eleições de 2014 foram fraudadas. E notícias dão conta de algo que muitos suspeitavam, mas poucos queriam acreditar: tanto a eleição quanto a reeleição da ex presidente foram conseguidas por meio de propina!!!

Tudo que aconteceu durante o período em que Dilma esteve a frente da presidência foi acompanhado de perto por Temer. Ele tinha e tem ciência de tudo.

O impeachment de Dilma teve participação de Temer. Ele queria, mais do que qualquer brasileiro, que a ex presidente fosse cassada. O motivo? É óbvio! Ele queria a presidência. Queria experimentar o gosto de comandar o país.

Michel Temer tem dado mostras de que é um presidente controverso. Obstante as mais variadas manifestações pedindo sua saída da presidência, por meio de “artistas”, “intelectuais”, jovens, adultos, pessoas da mídia, jornais, revistas, enfim, um sem número de pedidos para sua saída, ele vem tomando suas decisões, algumas equivocadas e outras acertadas.

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O que essas pessoas mais repetem aos 4 cantos é que Temer não tem legitimidade para ficar no cargo e que tudo não passou de um golpe orquestrado pela direita para defenestrar uma pessoa que foi eleita democraticamente pelo povo.

A tese, além de ridícula, é totalmente non sense. Explica-se: em primeiro lugar, ele tem total legitimitade para ocupar o cargo de presidente, afinal ele foi eleito JUNTAMENTE com Dilma Rousseff. Ambos faziam parte de uma mesma chapa e quem votou em Dilma, obrigatoriamente votou em Temer. Não tem o menor sentido dizer que votou em apenas 1 e nem sabia quem era o vice presidente que estava na chapa, já que a foto de ambos aparece na urna eletrônica de votação. A tese de golpe é patética, absurda e gera até uma certa preguiça ao comentar. Mas o caso é que o impeachment está previsto e é totalmente legal. Se a câmara dos deputados e o Senado votou pela cassação da ex presidente, o processo em si é legalíssimo e ninguém, ninguém, pode dizer algo em contrário. Assim como aconteceu com Collor, que teve o mesmo destino da ex presidente, tudo foi feito respeitando as leis. Falar em golpe é ignorância plena e mais, ainda, é dizer que a democracia, tão decantada pela ex presidente, foi ferida mortalmente. E não foi o caso.

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Algumas atitudes do presidente vem sendo questionadas, principalmente pela esquerda militante e as hienas da esfera politica, e para “tirar a culpa de si”, os representantes da “oposição” repetem quase que diariamente que a culpa de tudo isso é daqueles que pediram a cabeça de Dilma Rousseff.

As discussões nas redes sociais em torno disso a cada dia se mostram mais ferozes, chegando a beirar a total intolerância. A “raiva” é um sentimento quase comum nessas discussões on line. Tanto por parte de quem defende a volta de Dilma Rousseff, como daqueles que batem o pé e afirmam com veemência que não tem culpa de nada, pelo simples fato de que não votaram em Michel Temer, o que eles queriam é a saída de Dilma, mas não tem culpa de que o vice em questão era justamente Temer. E isso é de uma verdade impar, não é mesmo?

Afinal… quem não votou em Dilma Rousseff, não tem culpa dos erros (se tiveram) de Michel Temer. Se alguém tem culpa de algo, são os 54 milhões que (supostamente) votaram no PT e consequentemente na senhora Dilma.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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