Como um pintor fracassado se tornou um dos maiores assassinos do século 20? | Politicos Do Brazil
Como um pintor fracassado se tornou um dos maiores assassinos do século 20?
Por admin
02/07/2017

É certo que a imensa maioria das pessoas ao redor do mundo conhece a história ou ao menos já ouviu falar de Adolf Hitler, o fuhrer alemão (que nasceu na Áustria) e o responsável direto pela ascensão do nazismo e morte de milhares de pessoas.

Também é de conhecimento publico que o nazismo foi sim um dos maiores sistemas totalitários e assassinos que o mundo já viu, levando a morte direta ou indiretamente mais de 20 milhões de pessoas, dentre esses no minimo 6 milhões de judeus. O crime dos judeus? Não serem arianos, ou de raça “pura”, na visão de Hitler.

Mas o que pouca gente sabe é que, antes de ser um líder assassino e cruel, Hitler foi um artista, um pintor, extremamente fracassado. Na bem da verdade, ele apenas copiava obras de outros pintores e as vendia com sua assinatura, recebendo alguns trocados para não morrer de fome. Segundo ele, isso só aconteceu por causa exatamente dos judeus, porque em sua mente doentia eles “tomavam” os empregos dos alemães que estavam atravessando uma crise homérica.

Evidente que isso não tem o menor fundamento. O líder nazista apenas pensava como um comunista, ou seja, ele preferia colocar a culpa em terceiros do que colocar a culpa em sua gigantesca incapacidade natural.

Hitler tentou ser pintor, mas foi recusado na Academia de Belas Artes de Viena duas vezes, em 1907 e 1908. Seu professor o considerou inapto e sugeriu que ele cursasse Arquitetura que é muito ligado a arte também, porém Adolf não se interessou.

pintura_hitler

O líder nazista, apesar de ter nascido na Áustria, desenvolveu um extremo nacionalismo alemão, algo que difundiu em sua mente um enorme e agressivo anti semitismo, ou seja, ele via nos imigrantes do leste europeu e principalmente nos judeus, uma ameaça para o desenvolvimento do povo alemão.

Hitler se filiou ao Partido dos Trabalhadores Alemães, o percursor do partido NAZI (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) que deu origem ao fatidico Partido Nazista.

Levado pela ideia irracional de que apenas os alemães eram uma raça “superior”, Hitler e seu partido começaram uma verdadeira “caçada” quando ele se tornou o presidente do partido, o chanceler alemão e também o grande líder (fuhrer) do país germânico.

Com ideias megalomaníacas em mente, ele avançou sobre vários países com a vontade fixa de expandir o território alemão e assim fazer desse país um verdadeiro império, tanto no sentido de pessoas, como (e principalmente) no sentido bélico. Com esse pensamento e o alto poder de destruição do exército alemão, ele invadiu a Polônia (o que foi o estopim para a Segunda Guerra Mundial), Checoslováquia, Bulgária, Dinamarca, Noruega, Bélgica, Holanda, Iugoslávia, Luxemburgo, França e Grécia.

Nesse ínterim, ele jogou os judeus da Alemanha e de outros países anexados à marginalidade, um local conhecido como gueto, onde eles eram enviados e ali ficavam até serem jogados em caminhões e transportados como gados até os campos de concentração. Um detalhe mórbido: a ideia desses campos de concentração foi tirada de Holomodor, o campo de concentração russo para onde eram levados os, principalmente, ucranianos mas também todo aquele que se levantava contra o sistema comunista de Stalin e sua turba.

vitimas_holomodor

Nesses campos de concentração, milhares de judeus foram mortos por inalação ao gás venenoso que era expelido do teto num ambiente fechado e assim a morte, além de ser rápida, também era em grande quantidade. Aqueles que não morriam nas câmaras de gás, morriam de fome e sede nos trabalhos forçados. Alguns conseguiram milagrosamente escapar e se espalharam pelo mundo afora. Um desses sobreviventes foi sr Samuel Klein, que muitos de vocês já devem ter ouvido falar.

Além dos judeus que morreram nesses campos, milhares de alemães morreram durante o período da Segunda Guerra (1939-1945), perfazendo um número de mortes em tamanho colossal. Um número inacreditavelmente alto que, segundo alguns especialistas, pode ter chegado a mais ou menos 20 milhões de pessoas. E atenção: 20 milhões de inocentes. Nada fizeram contra Hitler para ter esse fim trágico e virarem estatísticas tristes de um momento negro na história mundial.

Tudo isso aconteceu por um único motivo: a maldição exagerada que tomou conta de um homem que, em sua infância, era um garoto bom apesar da forte personalidade, mas que transmitia muita sensibilidade, porém com a morte de seu pai e principalmente de seu irmão, fez nascer dentro dele uma amargura desproporcional.

E todos sabem que uma pessoa tomada pela amargura, tristeza e nenhuma perspectiva é um terreno fértil para ser tomada por ideias demoniacas de raiva, ódio e destruição. Assim foi com Hitler.

Não imaginem que estamos assim tentando “explicar” esse monstro austríaco-alemão, porque a ideia não é essa, em momento algum. O que estamos tentando mostrar é que uma mente vazia e perturbada é um alvo fácil para situações e pessoas fazerem daquela pessoa de mente frágil uma poderosa máquina de matar e destruir.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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