A reforma trabalhista foi aprovada. E agora? | Politicos Do Brazil
A reforma trabalhista foi aprovada. E agora?
Por admin
12/07/2017

O governo LEGITIMO de Michel Temer conseguiu ontem (11/07/17) uma de suas maiores vitórias desde a derrocada da ex presidente Dilma Rousseff.

A polêmica reforma trabalhista passou ontem pelo crivo do Senador Federal e foi aprovada com folga por 50 senadores contra 26. Uma vitória maiúscula, forte e que mostra de uma vez por todas que Michel Temer não está tão isolado assim, como alguns políticos de esquerda e até a própria mídia em geral teimam em insistir. Muito pelo contrário, conseguir aprovar essa reforma indo de encontro a muitos interesses escusos de alguns grupos, principalmente sindicalistas, dá a energia necessária para o presidente continuar com seu mandato até o final.

Não foi uma tarefa fácil, longe disso, mas desde a criação do relatório da reforma até a votação no Senado, várias batalhas foram sendo vencidas, algumas até insanas, orquestradas por vândalos que se denominam protetores dos trabalhadores, tais como Força Sindical e CUT, citando as mais conhecidas.

Evidente que esses grupelhos não se importam nenhum pouco com a força de trabalho em nosso país. Não. O que interessa pra eles é não perder as benesses de outros governos. Em suma, eles não queriam perder de forma alguma o famigerado imposto sindical. Sabidamente reconhecido como fonte de renda gorda para os sindicatos, agora esse maldito fardo para os trabalhadores morreu! Zéfini. Fim. Já era. Arrivederti. Ciao.

Pode parecer pegação de pé, mas sempre quem está contra alguma coisa que vá beneficiar um montante considerável de pessoas em qualquer país que seja? A esquerda! E não foi diferente dessa vez. Capitaneado por Gleisi Hoffmann, Jandira Feghalli, Maria do Rosário, Fátima Bezerra e Vanessa Graziotin, um grupo de mulheres (da esquerda) simplesmente invadiu a votação no Senado, fazendo birra e tomando a mesa diretora na marra, exatamente como a esquerda sempre fez na história, fazendo com isso que o presidente Eunício (vulgo índio) encerrasse a votação, deixando as ditas senhoras no escuro.

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Mas desgraça pouca é bobagem e elas não arredaram pé, protagonizando cenas dantescas e mostrando ao país que elas, e a esquerda em geral, não se preocupam minimamente com o povo brasileiro. O que eles (as) gostam é de barraco, de chamar atenção e se possível, ainda saírem batendo no peito e se fazendo de vitimas.

Pois bem, não adiantou nada a histeria pois a reforma passou com larga folga no Senado.

A questão é: e agora, como ficarão os pontos mais sensíveis dessa reforma? Onde os trabalhadores mais ganharam e onde (em tese) mais perderam?

É preciso deixar claro que a reforma trabalhista é um avanço e tanto para o Brasil se ver livre das leis engessadas da nossa já moribunda CLT (que pra quem não sabe, é inspirada na Carta Del Lavoro, do fascista italiano Benito Mussolini) e mirar um futuro mais humano no que tange a relação empregado-empregador.

Abaixo listamos 7 pontos cruciais que vão mudar com a reforma. O compilado foi extraído do site Spotniks, ao qual recomendamos fortemente a leitura para todos os nossos leitores aqui do blog. Vamos lá?

  1. O que for acordado pelas empresas e funcionários passa a ter mais valor do que está na lei

    O foco principal do projeto passa por maior força dos acordos coletivos em relação a lei. A partir de agora, por exemplo, passa a ser possível patrões e empregados negociarem de qual forma benefícios como férias e horários de descanso serão concedidos. A negociações, no entanto, deverão ser feitas por representantes – sejam eles sindicatos ou figuras eleitas pelas próprias empresas. Necessário dizer que isso não é novidade em termos mundiais, já que no Japão esse tipo de negociação com representantes legais é feito a décadas.

  1. Você pode definir a melhor maneira de tirar férias ou o dia na semana para aproveitar um feriado

    Quer trocar um feriado de quinta para sexta feira e emendar o final de semana? Isso agora é possível. Quer trocar meia hora de almoço para sair meia hora mais cedo do trabalho e assim aproveitar um pouco mais de tempo com sua família? Antes isso era extremamente proibido, mas agora com a reforma trabalhista, não é mais.

  1. Novas formas de trabalho, como o home office, passam a ser permitidas

    Formas de trabalho modernas, como o home office (sonho de muita gente), passam a ser consideras legais com a reforma. Imagine, por exemplo, que uma gestante esteja concluindo seu período de afastamento da empresa, mas queira manter-se mais tempo em casa. Para a empresa, será possível que ela faça isso, agora trabalhando a distância e o melhor, mantendo os mesmos vínculos empregatícios.

  2. Demissões podem ser feitas de comum acordo entre empregador e empregado, e você ganha o direito de sacar seu FGTS, mesmo em caso de pedir demissão

    Cria-se agora a figura da demissão negociada. Ao contrário de hoje, quando o trabalhador tinha seu FGTS retido em caso de pedir demissão, será possível sacar 80% dele, além de uma multa de 20% sobre o saldo.

  1. Trabalhadores terceirizados passam a ter direitos aos direitos trabalhistas

    Esse é, sem duvidas, um dos pontos mais polêmicos da reforma. Cria-se o período de 18 meses, ou seja, durante esse tempo uma empresa não poderá contratar um funcionário que tenha sido demitido por ela, o que impede, por exemplo, escolas de contratarem e demitirem professores para evitar custos com o período de recesso escolar, acusação bastante comum durante o período de votação do projeto de terceirização. Além dessa garantia, o terceirizado passa a ter a certeza de que, em caso de falência ou simplesmente não pagamento de parte dos seus direitos pela empresa que lhe contratou, a empresa contratante ficará responsável por arcar com eles. Polêmicaaaaaaaa!!!

  2. Fim da obrigatoriedade do imposto sindical. FINALMENTE!!!

    O Brasil tem mais de 15 mil sindicatos espalhados pelos 4 cantos do nosso rico chão. Além de ser um número extremamente exagerado em relação a países como Dinamarca (164) e Reino Unido (168), a relação que poderia ser imaginada de que aqui teríamos mais trabalhadores assegurados é uma mentira deslavada. Muito pelo contrário, quando o trabalhador mais precisa do sindicato, a instituição simplesmente lhe vira as costas, mandando procurar seus direitos via justiça. Por isso, tirar do bolso um dia de trabalho e ver esse dinheiro ir parar nas mãos dos sindicalistas era algo que deixava os trabalhadores mais sensatos extremamente irritados. Por ano, são praticamente 4 bilhões de reais que são distribuídos entre os sindicatos, seja ele dos trabalhadores ou patronal. Com a reforma, a obrigatoriedade do imposto deixa de existir, apesar de todo lobby e birra realizado por deputados como Paulinho da Força Sindical. Não é coincidência saber que as centrais sindicais fizeram inúmeros protestos violentos por todo o país por causa desse ponto. Não podemos deixar de parabenizar o deputado Paulo Martins, autor desse ponto na reforma trabalhista.

  1. Contratos temporários menores também poderão garantir direitos trabalhistas

    Esse é um ponto que vai agradar demais os jovens que precisam de uma renda extra, seja pra ajudar em casa, seja pra comprar aquele tênis ou eletrônico que tanto queria. Acompanhem:

    Imagine, por exemplo, que um determinado restaurante descubra que nos finais de semana possua uma gama maior de clientes. Durante a semana são 15 garçons para atender um publico de aproximadamente 600 pessoas, mas que no final de semana simplesmente dobra. Antes da reforma, esse mesmo restaurante teria que se conformar em ver seu atendimento piorar aos finais de semana ou contratar alguém que trabalhe apenas um dia, correndo o sério risco de ficar na ilegalidade. Com a reforma, esse restaurante poderá contratar pessoas para atuarem apenas aos finais de semana, podendo alocar no mercado jovens que tenham que estudar durante a semana, mas que necessitem ajudar com as contas da casa. Supondo que esse jovens trabalhem 12 horas por cada final de semana, anteriormente ele não teria nenhum direito trabalhista assegurado, mas com a reforma agora ele terá.

Como se pode notar, a reforma vai trazer mais flexibilidade tanto para patrões como para empregados. Não existe em momento algum, aquela falácia de que a CLT foi simplesmente rasgada, como apregoam alguns urubus desinformados, nada disso… por esses 7 pontos, podemos e devemos aplaudir exaustivamente a suavização no engessamento a que os trabalhadores foram submetidos desde o século passado.

Não podemos imaginar alguém que, lendo esse artigo, poderá ficar contrário as reformas propostas. Afinal de contas, quem não quer ter meia hora a mais com sua família? Quem não quer deixar de ser escravizado pelos sindicatos e o maldito imposto sindical? Quem não quer ter direitos assegurados, mesmo que a empresa onde trabalhou tenha falido? Quem não quer ter a chance de poder trabalhar em casa e estar amparado pela lei trabalhista vigente?

São pontos importantes e que seguramente vão deixar muitas pessoas satisfeitas. Claro, sempre existirão aqueles do contra, que pra eles nunca está bom, sempre reclamam, sempre acham defeito em tudo, principalmente aqueles que se beneficiaram por décadas da instrumentalização das leis trabalhistas ultrapassadas. Não é mesmo Paulinho da Força e Vagner Freitas (CUT)?

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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