Por que nenhum político quer mudanças no código penal? | Politicos Do Brazil
Por que nenhum político quer mudanças no código penal?
Por admin
18/07/2017

Desde que nos tornamos uma República no ano de 1889, o Brasil saiu da monarquia e meio que virou um país “democrático”, onde a votação popular dava “poderes” para uma gama interminável de pessoas sem o menor escrúpulo e decência. Isso é um ponto quase que unanime entre os mais de 200 milhões que habitam em terras tupiniquins.

Em quase 130 anos de República, algumas bizarrices fizeram nosso país ser contestado por boa parte do mundo. Bizarrices essas que saíram das cabeças megalomaniacas e doentes da nossa “querida” classe política.

Tivemos alguns periodos conturbados na nossa história, com “guerras” internas em alguns estados, levando a óbito algumas centenas de pessoas. Tudo isso por pura canalhice da gentalha politiqueira. Porque desde sempre, eles fazem suas porcarias e o povo vai atrás limpando, sem ao menos receber um muito obrigado.

Dito isso, chegamos a um ponto deveras importante em nossa rica história. Em determinado ponto de nossa existencia, alguém achou por bem inventar leis para punir aqueles que andassem fora da linha. Não é fora da linha de trem e sim da sociedade, ou seja, aqueles que cometiam delitos, por menores que sejam, seriam tratados por leis que, na ocasião, serviriam para punir e impedir que o meliante continuasse em sociedade, salvando assim os cidadãos de bem de conviverem com ameaças a sua integridade fisica, patrimonial e de sua família.

Foi criado então o não menos famoso e retumbante código civil penal. Não vamos nos aprofundar sobre isso porque exige conhecimento de leis e advocacia, bla bla bla.

Esse famigerado código, como tudo no Brasil, tem suas interpretações e, obstante o fato de ser um código dos anos 30/40, quando o índice de criminalidade era baixíssimo, ele impera até hoje com suas maluquices e interpretações curiosas.

Um ponto que chama muita atenção e é contestado pela imensa maioria da população brasileira diz respeito ao flagrante. Você pode matar alguém com várias testemunhas vendo, mas se você não for pego dentro de 24 horas, sai do flagrante e com isso você pode até, vejam esse absurdo, apenas pagar uma fiança e sair livremente pela porta dianteira da delegacia. Antes que alguém venha dizer que isso é mentira, basta ver os vários casos que ocorreram no Brasil e tiveram esse mesmo enredo. Ninguém está levantando histórias infundadas. Isso está na internet pra quem quiser ver e não tiver preguiça de pensar um pouco.

Com o advento de um certo partido na presidência do Brasil, algumas anomalias foram sendo acrescentadas ao código penal. Mesmo com o maior representante desse partido ter gastado saliva durante sua propaganda política, ainda no longínquo ano de 1989, propagando aos 4 cantos que seria feita uma reforma profunda nesse código, a verdade é que 13 anos depois nada foi mudado. Muito pelo contrário, como dito anteriormente algumas demências foram sendo acrescentadas e, infelizmente, só contribuíram ainda mais para exacerbar a sensação de impunidade e mãos atadas da sociedade.

A conhecida regressão de pena é uma dessas bestialidades que fazem qualquer cidadão de boa índole ter nojo desse país e aflorar dentro de si uma vontade gigantesca de, na primeira chance que tiver, fazer as malas e sumir daqui, rumo a um país onde as leis são respeitadas e a marginalidade não tem vez, pelo contrário eles são tratadas pelo que são: marginais.

Soma-se a isso as famosas saidinhas temporárias, “beneficio” concedido aqueles que ficam no regime semiaberto, depois de terem cumprido uma parte da pena, onde a pessoa pode sair em feriados nacionais, tais como dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, Natal, Ano Novo… mesmo que entre esses “beneficiados” tenhamos marginais que mataram sua família inteira, a justiça brasileira não se importa. Pra ela, o importante é que o marginal se comportou na cadeia e está em vias de sua “ressocialização” ser um sucesso. Claro que os juízes (pagos com dinheiro inclusive dos parentes das vitimas desses marginais) não se importam nenhum pouco com a questão humana. Não, não falamos humano citando os marginais e sim humano em relação a dor das famílias que foram vitimas desses algozes.

A verdade é que eles pouco se importam em colocar na rua alguém que matou seus pais, numa saída do dia dos pais/mães, como é o caso de Suzane Ritchtofen, não é mesmo? Como um juiz pode explicar, por mais ignorante que a pessoa seja, que essa cidadã está saindo da prisão por um periodo justamente num dia consagrado aos pais/mães, sendo que ela é a responsável direta pela morte de ambos???? Como???? Por mais que ele tente explicar que é a lei, fruto do ultrapassado código penal, uma pessoa com um minimo de decência jamais vai aceitar que isso é legal, que é lei, que é perfeitamente plausível. Não, a pessoa jamais vai entender. Você, que chegou até aqui, entende essa aberração?

Mas calma, que ainda tem mais…

suzanevon

Por mais escabroso e horripilante que seja você tramar contra a vida dos seus pais, mais chocante ainda é quando você é preso e considerado culpado pela morte trágica de uma criança indefesa. Convenhamos, não tem nada mais dantesco do que isso. Afinal de contas, crianças em sua maioria são indefesas e presa fácil para inescrupulosos de toda espécie.

Um dos casos mais emblemáticos com esse tipo de situação é aquele da menina Isabella Nardoni. Quem não se lembra daquele triste episódio? Uma criança jogada de um andar alto de um prédio, se estatelando no chão duro, sem a minima chance de sobrevivência? Um caso que ficará eternamente impregnado na mente das pessoas que clamaram por justiça.

Pois bem, a justiça foi parcialmente feita. Por que dizemos parcialmente? Continue lendo…

O casal Alexandre Nardoni (pai) e Anna Carolina Jatobá (madrasta) foi preso pelo envolvimento contumaz no caso. Todas as evidencias levaram a prisão do casal, sem a menor sombra de dúvidas por parte da policia e especialistas e também, claro, pelo júri popular.

Alexandre foi condenado a 30 anos e alguns meses, já Anna Carolina a 26 anos e alguns meses. Pra quem tira a vida de uma criança indefesa, a pena foi minuscula, o correto nesse caso seria a prisão perpétua ou ainda melhor, a pena de morte. Mas nosso país, puritano como só, não tem leis desse tipo e pra piorar quando o preso, seja quem for, atingir determinado tempo de pena, não tiver falta grave apresentar bom comportamento, simplesmente lhe dão o “beneficio” (já mencionado aqui) da regressão da pena. Em outras palavras, se você foi condenado a 26 anos, no caso de Anna, e tiver todos esses antecedentes, além da benevolência da lei, você é agraciado com o regime semiaberto, podendo usufruir das saidas temporárias e ainda, vejam que maravilha, poder sair para trabalhar durante o dia e só voltar a noite, para dormir na prisão. Fala sério… virou um resort.

E foi justamente isso que aconteceu com Carolina. Ela foi agraciada com essas benesses e poderá sair já em agosto, quando da “saidinha” do dia dos pais. Ficaram de boca aberta? Quem não fica…

A mãe biológica de Isabella Nardoni se pronunciou e como não poderia deixar de ser, se sente indignada e impotente com esse descaso que a justiça brasileira está fazendo com a vida de sua pequena filha. Sejamos sinceros, isso é um tapa que deixa marcas permanentes na vida de uma pessoa. Perder seu filho (a) na mão de assassinos e ver um deles ter sua pena diminuída e se aproveitar das regalias que o código penal e o sistema prisional dão aos marginais é algo que deixa qualquer um sem chão.

nardoni

Pra ser bem franco, os juízes que assinam essas anomalias praticamente estão dando um recado aos criminosos: pode matar, roubar, fazer o que quiser porque o Estado vai ajudar você, mais cedo ou mais tarde… em outras palavras, eles estão afirmando que o crime compensa! Pelo menos no Brasil!

Obs: algo curioso nessa “novidade” para Anna Carolina é ela dizer que a “verdade” vai aparecer um dia. Mas de que verdade ela está falando? Se ela sabe alguma coisa, por que ela nunca falou? Por que sempre se manteve calada na prisão?

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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