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O PT é o maior partido comunista do Brasil!
Por admin
01/02/2019

*Esse artigo é de autoria de Pedro Junior

Comecemos este artigo com uma pergunta muito simples: por que o PT é um partido de ideologia comunista (apesar de não se declarar abertamente como tal)?

Para que possamos responder a esta pergunta, temos, primeiramente, que fazer com que o público entenda que o comunismo não é exatamente um sistema econômico. Muito pelo contrário: é um sistema político de controle social através da economia. A partir desta premissa inicial, podemos explicar melhor, ao longo deste artigo, como o PT age conforme o pensamento comunista (e por que o PT pode e deve ser considerado um partido comunista).

Em muitos de seus escritos, Marx pregou o controle do modo de produção porque sabia que isso é a base de uma sociedade. Controlando-se a economia, controla-se tudo e todos. Este processo ocorreu, num primeiro momento, na antiga União Soviética, onde o governo tinha o controle geral em todas as áreas.

Apesar das muitas tentativas nesse sentido, não houve quem obtivesse sucesso (já que é impossível controlar totalmente o mercado). Na antiga União Soviética, mesmo sob o rígido controle do governo central, o equivalente a 40% do PIB circulava no mercado negro, com pessoas comercializando os mais diversos produtos e serviços quase sempre na forma de escambo (e, às vezes, até mesmo com a participação de funcionários do próprio governo). O colapso da União Soviética pôs fim a um regime comunista, mas o ideal de controle social permaneceu vivo.

A lição aprendida pelos comunistas é que, ao invés de tentar controlar toda a economia, devem controlá-la parcialmente (isso para manter toda a sociedade dependente do governo).

Antes da queda do Muro de Berlim (mais precisamente 10 anos antes disso), a China começou, aos poucos, a abrir sua economia. Permitiram o crescimento do mercado apenas por entender que o próprio regime seria fortalecido com isso. Em vez de proibir o capitalismo, passaram a tirar proveito dele. A exemplo do que houve na União Soviética, membros do Partido Comunista chinês se tornaram grandes empresários. O que não mudou foi a obsessão pelo controle social, político, e cultural.

A pequena abertura econômica que os comunistas promoveram em Cuba aconteceu logo depois do fim da União Soviética. Sendo um país latino-americano, ou seja, onde as lições demoram décadas para serem aprendidas, Cuba concedeu apenas um pouquinho de liberdade econômica aos seus cidadãos, permitindo o surgimento de bares, restaurantes, e pousadas; ao grande capital financeiro internacional, concedeu a construção de hotéis voltados para estrangeiros, e a exploração de alguns serviços públicos, como telefonia e energia elétrica. Contudo, os comunistas continuaram mantendo o controle social, político, e cultural. Isso é o comunismo. Enquanto no capitalismo as empresas se adaptam ao mercado, o movimento comunista ajusta seu espírito totalitário aos “novos tempos”.

As idéias de Gramsci (marxista italiano) já estavam começando a ser propagadas 50 anos antes da queda do Muro de Berlim. Porém, só com o fim da União Soviética é que a sua obra passou a ser seriamente estudada e seguida pelas “viúvas” do comunismo. A metodologia de Gramsci (o marxismo cultural) contém os seguintes elementos:

● O conceito – Revoluções violentas devem ser substituídas por revoluções graduais, com ideias coletivistas sendo sutilmente implementadas em todos os setores da sociedade, da mídia, da cultura, e da política (para que ninguém as percebesse como manobra comunista);

● A estratégia – Fazer com que as pessoas desejem uma sociedade onde os interesses coletivos prevalecem acima dos individuais (e colocando o Estado como supremo provedor das necessidades dos homens);

● A ferramenta –  O chamado “Estado Democrático de Direito”, no qual os novos comunistas são eleitos, e, uma vez no poder, destinam recursos para os diversos movimentos de apoio, cooptando os grandes empresários, os grandes meios de comunicação, e os partidos outrora de oposição;

● O objetivo – Alterar a Constituição de modo que a imprensa, a cultura, a política, e o mercado sejam propriedades de um Estado único vinculado ao partido. Foi exatamente isso o que Lula tentou fazer no Brasil.

É muita ignorância dizer que o PT se tornou de direita apenas por ter se aliado a grandes empresários. Uma simples observação derruba este argumento: se um partido é defendido fervorosamente por movimentos comunistas, se financia ditaduras comunistas, se participa de eventos que reverenciam líderes comunistas, se seus militantes ostentam imagens de heróis comunistas, se sua linguagem e retórica remetem à teoria comunista de guerrilha política, então este mesmo partido só pode ser identificado como comunista.

O fato é que a cartilha de Gramsci foi tão bem implantada (e aceita) em determinados setores da sociedade brasileira, que seus militantes não têm a menor noção do que defendem. Muitos nem se sentem petistas, apesar de defenderem o PT. Defendem partidos comunistas, defendem movimentos comunistas, defendem ideias comunistas… mas insistem em dizer que não são comunistas! Seria como se um eleitor de um partido que tem como símbolo a suástica dissesse que, apesar de apoiar algumas ideias específicas, não é nazista. Dilma participava de um grupo terrorista-comunista financiado pela União Soviética! Como pode alguém que faz parte de um grupo financiado por um país comunista não ser visto da mesma forma?

Podemos afirmar que o PT é comunista porque manifesta o mesmo viés totalitário, e se utiliza das mesmas estratégias que já foram empregadas por todos os outros movimentos comunistas da história.

O líder comunista não é um anjinho altruísta. Ele é um ser humano como qualquer outro, que gosta de conforto, que deseja o luxo, e que tem lá suas perversões, porém, ciente de sua incapacidade de conquistar tudo isso pelos seus próprios esforços, prefere tentar fazer com que os outros trabalhem por ele (e para ele).

Outra evidência de que o PT é comunista é o fato dele ver o PSDB como um partido de direita (embora saibamos que o PSDB não é de direta). Assim o fazem porque é fundamental para o comunista tratar os não-alinhados como inimigos. Conforme ensinou Lênin, “nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não–comunistas (como o PSDB), obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista.”

Um comunista, quando está no poder, procura se manter imune a tudo e a todos. Através do aparelhamento das instituições, seus eventuais opositores são perseguidos, humilhados, ridicularizados, e ficam sem qualquer recurso para protestar contra certas injustiças. Um comunista adota o mesmo lema típico dos tiranos totalitários: “Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei.”

Em um artigo intitulado “Esquerda nostálgica”, publicado no jornal “O Globo”, Cristovam Buarque evidenciou o abismo entre a esquerda e o PT. Eis o que ele escreveu:

“Prisioneira de seus dogmas, com preguiça para pensar o novo, com medo do patrulhamento entre seus membros, viciada em recursos financeiros e empregos públicos, a ‘esquerda nostálgica’ parece não perceber o que acontece ao seu redor. Com a nostalgia do passado, reage contra o ‘espírito do tempo’ que exige agir dentro da economia global e romper com a visão de que a estatização é sinônimo de interesse público; não reconhece que a inflação é uma forma de desapropriação do trabalhador; que o progresso material tem limites ecológicos (e é construído pela capacidade nacional para criar ciência e tecnologia); que os movimentos sociais e os partidos devem ser independentes, sem financiamentos estatais; ignora que a revolução não está mais na expropriação do capital, está na garantia de escola com a mesma qualidade para o filho do trabalhador e para o filho do empresário; que a igualdade deve ser assegurada no acesso à saúde e à educação, sem prometer igualdade plena, elusiva, injusta, e antilibertária ao não diferenciar as individualidades dos talentos; não assume que a democracia e a liberdade de expressão são valores fundamentais e inegociáveis da sociedade (tanto quanto o compromisso com a verdade e a repulsa à corrupção).”

Podemos dizer que sobrou pudor nas palavras do ex-senador (justamente o pudor em chamar de comunistas aqueles que ele identifica como “esquerda nostálgica”).

A era do PT está chegando ao fim. Seus membros e militantes já estão procurando abrigo em outras bandeiras vermelhas. Cai um partido, mas o movimento se mantém ativo em outros partidos. As manifestações e os discursos que os comunistas ainda fazem em defesa do PT têm o propósito de plantar o sentimento vitimista e o desejo revanchista que alimentará a militância por mais algumas décadas.

Podemos, enfim, ter uma certeza: nenhum comunista jamais virá ao público se declarar como tal, nem tampouco dizer, com todas as letras, quais são os seus verdadeiros objetivos!

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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