Diferença entre a social – democracia e a direita | Politicos Do Brazil
Diferença entre a social – democracia e a direita
Por admin
06/02/2019

Os 2 maiores partidos políticos do Brasil atualmente são o PT (Partido dos Trabalhadores) e o PSDB (Partido da Social-Democracia Brasileira). Não por acaso, os últimos 5 mandatos de Presidente da República foram exercidos por candidatos de ambos os partidos:

• FHC (PSDB)

Lula (PT)

Dilma Rousseff (PT)

Coincidência ou não, esses mesmos partidos apresentam grande rivalidade na política brasileira. Nada mais natural. Afinal, em qualquer lugar onde existem “grandes”, existe também uma grande rivalidade.

O que podemos citar de curioso nessa rivalidade entre PT e PSDB é a tendência das pessoas desinformadas verem o PSDB como partido de direita em oposição ao PT (que é de esquerda). Mais do que isso, afirma-se que FHC governou como um legítimo direitista neoliberal.

Que o PT é um partido verdadeiramente de esquerda, isso já está mais do que provado e comprovado (não há o que discutir). Mas será que o PSDB é mesmo de direita? E será que FHC foi realmente um direitista neoliberal? O objetivo do presente artigo é esclarecer todas essas dúvidas.

● Origem e ideologia do PSDB

Historicamente falando, o PSDB foi fundado em 25/06/1988 por um grupo de dissidentes do PMDB que não concordava com o governo do então presidente José Sarney. Contando com muitos políticos de esquerda que lutaram contra o governo militar, o partido se baseou nos princípios da ideologia social-democrata.

A social-democracia é uma ideologia de esquerda que não pretende necessariamente destruir o capitalismo, mas reduzir ao máximo as desigualdades sociais e a pobreza através de um Estado que redistribui a renda em forma de assistência e programas sociais (o chamado “Estado de bem-estar social”). Trata-se de uma ideologia onde o modelo capitalista é visto como positivo para o crescimento da economia, mas ineficiente para distribuir as riquezas produzidas. Assim, o Estado, para um social-democrata, seria como aquela mãe que acaba com a discussão entre os filhos pelo pacote de biscoitos (e os divide igualmente entre todos eles).

Se há uma palavra que resume bem a social-democracia, esta palavra é uma só: impostos. Afinal, é somente pela cobrança excessiva de impostos que a social-democracia pode colocar (ou tentar colocar) em prática o seu plano de redistribuição de renda. Se o leitor entendeu isso, então podemos passar para a segunda parte deste artigo.

Todo social-democrata sabe que, para a social-democracia ser implementada em um país, esse mesmo país precisa ter uma boa industrialização e um bom comércio (ou seja, uma boa economia). O motivo é simples: não há como tentar redistribuir a riqueza de um país que não tem riqueza. Se um país é miserável, os altos impostos vão, literalmente, matar todo o povo de fome.

Existe um mito de que o modelo social-democrata é o melhor modelo que existe, pois é capaz de criar países super desenvolvidos e com um altíssimo IDH (como Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, e Islândia). Muitos, porém, esquecem de dizer que todos esses países já eram bem desenvolvidos quando os social-democratas subiram ao poder em seus governos. Experimente instalar a social-democracia em países como Etiópia, Suazilândia, Congo, Somália, e Quênia. O resultado será, obviamente, muito diferente.

Também esquecem de dizer que os países escandinavos citados acima são bem pequenos. Ora, um país pequeno é muito mais fácil de ser administrado do que um país grande. E um país pequeno já desenvolvido (ou próximo disso) não requer um governo extremamente competente para mantê-lo relativamente bem. Ele já tem o que precisa. O governo só precisa não estragar tudo.

Em outras palavras: os países escandinavos são desenvolvidos não porque são social-democratas. É exatamente o contrário: esses países são social-democratas porque são desenvolvidos. Não tem como existir social-democracia em um país que não tenha um bom desenvolvimento econômico. Isso significa dizer que a implementação da social-democracia em um país depende inteiramente da qualidade do capitalismo existente no mesmo.

Explicando: se o capitalismo for ruim, não dá para implementar a social-democracia. Se, por outro lado, o capitalismo for razoavelmente bom, aí o modelo social-democrata pode ser aplicado. Este é um requisito básico que todo social-democrata sabe muito bem.

Muitos poderiam perguntar: “Que significa isso (capitalismo bom e capitalismo ruim)?” Em linhas gerais, poderíamos resumir assim: o chamado “capitalismo bom” (segundo a definição convencional) é o capitalismo puro na sua forma original, conhecido popularmente por liberalismo econômico (ou economia de livre mercado), do mesmo modo que foi pensado por autores clássicos da economia (como John Locke e Adam Smith). Nesse tipo de capitalismo, o governo procura criar um cenário econômico onde o mercado é o mais livre possível da intervenção estatal e da burocracia. Quanto mais livre o governo deixa o mercado, mais simples se torna a criação, manutenção, e expansão das empresas, gerando mais empregos, aumentando a concorrência, melhorando os serviços prestados, criando riqueza, e, conseqüentemente, impulsionando o desenvolvimento econômico.

Em contrapartida, um capitalismo de má qualidade (o tal “capitalismo ruim”) é aquele em que o governo tenta, de todas as formas, dificultar a vida das empresas, controlando fortemente a economia. Só quem sobrevive a essa forte intervenção são as empresas mais ricas, que acabam formando monopólios e oligopólios (e dificultando a concorrência). O mercado fica preso em regulamentações, burocracias, autoritarismo, e corrupções envolvendo monopólios e oligopólios privados, grupos fechados, reservas de mercado, e o governo (tornando impossível a melhora da qualidade de vida no país).

Portanto, entendemos que a social-democracia, em si, não faz milagre sozinha. Para que ela seja efetivamente implementada, ela precisa de um país que tenha um capitalismo de qualidade relativamente boa. E para que ela seja mantida no mesmo país, é necessário que esse capitalismo permaneça assim por um longo período de tempo.

Um exemplo empírico que podemos dar sobre isso é o da Suécia. Este país já vinha alcançando um bom desenvolvimento, quando a Europa foi assolada pela Segunda Guerra Mundial. Como ela não participou ativamente da guerra, sua economia, ao final do conflito, cresceu mais que a de todos os países europeus (que tentavam se recuperar da destruição e dos gastos bélicos com os confrontos).

A boa economia possibilitou que os social-democratas subissem ao poder. Mas, como todo esquerdista tem horror natural ao livre mercado, não demorou muito para que a economia da Suécia começasse a receber muitas amarras do governo. Poucas décadas depois, a economia estagnou e o país entrou em uma forte crise nos anos 80. A crise também atingiu os outros países escandinavos pelo mesmo motivo.

Como a situação foi resolvida? Tomando algumas medidas liberais. Os social-democratas perceberam que seu modelo só sobreviveria se o mercado ficasse livre. E isso foi feito. Não quer dizer que o mercado escandinavo seja totalmente livre e que seu capitalismo seja 100% puro. Longe disso. A ideologia é de esquerda. Por mais pragmáticos que seus adeptos possam ser, altíssimos impostos e uma forte intervenção estatal sempre irão existir em uma social-democracia. Agora, não se pode negar que a abertura feita por países como a Suécia trouxe ótimos resultados.

Hoje, os países social-democratas escandinavos apresentam posicionamentos um tanto formidáveis no chamado Índice de Liberdade Econômica (divulgado anualmente pela Heritage Fundation). A classificação leva em conta informações como a liberdade nos negócios, no comércio, nos investimentos, monetária, etc. Dinamarca, Finlândia, e Suécia ocupam respectivamente 9°, 16°, e 18° lugares. As demais primeiras posições são, logicamente, de países cuja economia é realmente de livre mercado.

No final das contas, a lição que os social-democratas escandinavos aprenderam foi aquilo que já estava há tempos na sua própria cartilha: o governo deve deixar o capitalismo fluir normalmente. Sem capitalismo, a social-democracia não tem (ou não teria) sequer condição de existir.

● O governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso)

Agora que já vimos como a social-democracia realmente funciona, podemos entender melhor como foi o governo de FHC (e como esse mesmo governo influenciou nos rumos do país como um todo).

Talvez poucos saibam, mas FHC foi marxista durante boa parte de sua vida. Sociólogo, ele escreveu vários artigos sobre as idéias de Marx e freqüentava estudos do mesmo autor. Contudo, suas idéias começaram a mudar com o fim da Guerra Fria. Neste mesmo período, a URSS se desmantelou, China, Cuba, e Coréia continuaram sendo ditaduras, e o capitalismo permaneceu vivo. Ou seja, as idéias de Marx se mostraram comprovadamente inviáveis. O que fazer?

É bem possível que FHC tenha se encontrado numa situação semelhante à do fervoroso marxista italiano Benito Mussolini, quando percebeu que o marxismo ortodoxo era uma utopia. Não havia possibilidade de retornar ao marxismo, mas romper totalmente com a esquerda e se tornar um direitista liberal clássico estava fora de cogitação. Mussolini, como sabemos, criou o fascismo. Já FHC se voltou para a social-democracia.

E é exatamente aí onde surge o problema: como implementar a social-democracia em um país gigantesco, cheio de miséria, com muitas desigualdades e diferenças regionais, pouco industrializado, com um mercado altamente controlado pelo governo, repleto de monopólios estatais que impediam a livre concorrência entre empresas privadas, uma enorme dívida externa, uma inflação descontrolada, e sem nenhuma condição de gerar os altos impostos que um Estado de bem estar social requer para ser instalado? Simplesmente isso não é possível. Como ser um social-democrata em um cenário desses?

O leitor mais esperto já deve saber a resposta. Um social-democrata em um país assim se torna um “buscador de condições”. O que é isso? É o cara que vai tentar alcançar as condições que são requisitadas pela social-democracia. Em outras palavras, é o sujeito que vai tentar transformar seu país em um rico país escandinavo. Como? Bem, fazendo o que os social-democratas escandinavos fizeram para manter seus modelos de governo: tomando medidas mais liberais.

Foi exatamente o que FHC e seus compadres de partido procuraram fazer nos mandatos presidenciais de 1994-1998 e 1998-2002. Conseguiram? Claro que não! Tentaram, mas não deu certo. E por que não? Explicaremos mais abaixo.

As privatizações de algumas estatais (Vale do Rio Doce, Telebrás, e outras) abriram e incentivaram a concorrência entre as empresas privadas, melhoraram a qualidade dos serviços e a velocidade de produção, fizeram as empresas lucrarem e, o principal para os social-democratas, aumentaram a coleta de impostos de uma forma impressionante. Por exemplo, o lucro da Vale do Rio Doce, na era estatal, era 500 milhões. Em 2005, a empresa gerou 2 bilhões só de impostos para o governo. Em 2011, foram 10 bilhões de reais em imposto de renda e contribuição social. O lucro atual da empresa é de cerca de 40 bilhões.

Se o objetivo do governo era arrecadar mais impostos, as medidas liberais tomadas por FHC foram bem sucedidas. E a pergunta é: isso faz de FHC e do PSDB legítimos representantes do liberalismo, ou melhor, do neoliberalismo? Vamos mais adiante: isso faz de FHC e do PSDB legítimos representantes da direita? Não.

Lembremos que, quando um social-democrata toma algumas atitudes liberais, ele o faz somente para tornar o mercado favorável à sua ideologia. Um social-democrata jamais irá muito longe, a ponto de liberar totalmente o mercado (e limitar a ação do governo). Para ele, a intervenção do Estado é essencial (tanto para a economia como para o bem-estar das pessoas). Ele até toma algumas medidas liberais, mas o faz apenas para arrecadar mais impostos. Isso é feito somente com a finalidade de revertê-los em programas sociais (e de manter o Estado mais poderoso). É como a mãe que divide igualmente os biscoitos para os filhos, lembra?

Foi o que FHC também tentou fazer. Foi ele quem criou o Bolsa Escola, e que colocou no papel vários outros programas sociais (que, depois, foram todos reunidos pelo governo Lula, e transformados no atual Bolsa Família). Ele também criou o Bolsa Alimentação, o Auxílio Gás, a Rede de Proteção Social, o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), etc. Na área da infra-estrutura, criou o Avança Brasil, o Brasil em Ação, a fim de reformar portos estatais e duplicar estradas federais em todo o país. Na area de educação, foi criado o Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental). Na área econômica, foi criada a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), segundo a qual o governo não pode gastar mais do que arrecada. Em suma, vale ressaltar que o Estado, durante o governo de FHC, não diminuiu. Muito pelo contrário: aumentou bastante, mostrando que a intenção do governo era apenas sugar o lucro das empresas (e da arrecadação de impostos) para gastar com programas sociais. Não difere muito do que foram os governos de Lula e de Dilma, embora ambos tivessem uma visão muito mais estatizante (típica da esquerda marxista).

O que se espera de um governo social-democrata é que ele aja conforme o ideal supremo de todos os governos esquerdistas: manter o Estado como a mãe que divide os biscoitos igualmente para os seus filhos. É o que define a esquerda. O esquerdista é aquele cara que acredita (ou, pelo menos, que age como se acreditasse) que o ser humano é capaz de transformar o mundo em um paraíso e o homem em um santo, e de criar uma sociedade celeste aqui na Terra. E para quase todos os esquerdistas (à exceção dos anarquistas), o Estado é a melhor ferramenta para alcançar essa utopia. O Estado é a nossa mãe.

A diferença entre o social-democrata e o esquerdista radical reside no fato de que aquele primeiro (o social-democrata) acredita que o Estado é capaz de ser um bom redistribuidor, mas não um empresário. É por isso que o social-democrata não é, necessariamente, marxista-comunista. Ele entende que empresas privadas e concorrência têm muita importância. Já o esquerdista radical (principalmente o marxista-comunista) acredita que só o Estado é capaz de tudo. Se as pessoas certas estiverem no poder, o Estado tem capacidade de ser empresário e redistribuidor.

E o direitista? Como ele vê tudo isso? Com desconfiança, claro. A direita é definida por aqueles que são descrentes quanto à capacidade do ser humano de transformar a Terra em um Céu, e o homem em um santo. Melhorias são bem-vindas, mas sejamos realistas: este mundo nunca será perfeito, o homem nunca será um santo, e colocar poder demais nas mãos do Estado é pedir para ser oprimido.

O sujeito que é realmente de direita não acredita que o Estado tem capacidade para ser empresário (nem tampouco redistribuidor de riquezas). Quando o Estado coloca a mão em nosso dinheiro para tentar redistribuí-lo, administra-o mal, gasta mais que o necessário, gasta com inutilidades, gasta com o que não dá lucro, gasta com o que não queremos, e gasta com desvios de verba pública. Mesmo nos países ricos e bem pequenos, onde é muito mais fácil para qualquer governo administrar, a intervenção excessiva do Estado acaba por impedir um crescimento que poderia ser muito maior (além de gerar um Estado com poderes quase divinos). O Estado está em tudo, e pode tudo.

Portanto, a social-democracia não é de direita (nem tampouco FHC e seus companheiros de PSDB). Essas pessoas foram, são, e provavelmente morrerão na esquerda. Seguiram o ideal social-democrata fielmente, e, dentro dos moldes da esquerda moderada, tentaram fazer um bom governo. Não poderíamos esperar algo melhor de social-democratas em um país grande e repleto de problemas e desigualdades como o nosso Brasil.

● Liberalismo × neoliberalismo

Se o leitor foi capaz de entender que FHC e o PSDB não foram (e nem são) representantes da direita, então vai ser fácil entender o seguinte: eles também não são neoliberais. Para ser mais exato, o chamado neoliberalismo nem existe. Foi um termo inventado pela esquerda para rotular qualquer governo que adotasse algumas medidas liberais. Mas a verdade é que não existe uma escola neoliberal. O que realmente existe é o bom e velho liberalismo econômico, que governo nenhum jamais teve coragem de aplicar por inteiro nos dias de hoje.

FHC e seu partido também não foram exceções a essa tendência moderna. A ideologia do PSDB é a social-democracia, e foi exatamente isso que vimos nos 2 mandatos de FHC. Em suma: não tivemos um governo verdadeiramente liberal (ou de direita) durante aqueles 8 anos.

● E se FHC e o PSDB fossem de direita?

E se FHC e seu partido fossem de direita e estivessem dispostos realmente a promover o liberalismo no Brasil? E se as coligações que o PSDB fez nas eleições para os 2 mandatos presidenciais de FHC fossem com partidos que seguissem de verdade a política liberal? E se esses partidos tivessem maioria na Câmara dos Deputados e no Senado? Como teria sido o governo de FHC?

Talvez não saibamos dizer com 100% de exatidão como seria o mesmo governo, mas, fazendo uma possível projeção, acreditamos que provavelmente aconteceria o seguinte:

• As privatizações não seriam feitas com a finalidade de gerar mais impostos para criar ou manter programas sociais (e, obviamente, aumentar a participação do Estado na economia). Elas seriam feitas para reduzir a intervenção do governo, e fazer a economia se desenvolver. Os impostos gerados pela economia em crescimento seriam reduzidos, juntamente com os impostos antigos que já pesavam (e ainda pesam) nos ombros dos brasileiros;

• Haveria cortes em certos gastos governamentais. Há muita coisa que o governo não precisa colocar a mão. A redução do Estado requer a diminuição dos gastos públicos. Queremos que o nosso dinheiro fique conosco, para que saibamos gastar melhor;

• O Estado diminuiria muito a burocracia e as regulamentações que tanto atrapalham as empresas. Chega do Estado querer bancar a nossa mãe. Queremos que as empresas tenham sua autonomia. O Estado apenas se ocuparia em fazer cumprir as leis (algo que, diga-se de passagem, ele, infelizmente, não tem feito);

• Na área educacional, passaria a financiar alunos ao invés de escolas públicas. O financiamento individual é uma forma de tirar do Estado a incumbência de administrar a escola, e dar aos pais do aluno a chance de escolher um colégio particular de sua preferência para colocá-lo. Esse sistema diminuiria o risco de corrupção, e obrigaria o aluno a ser esforçado (pois a permanência do financiamento estaria condicionada à sua aprovação);

• Seria criada uma concorrência bem forte entre hospitais privados (a fim de melhorar a qualidade dos serviços e os preços) e, finalmente, acabaria com esses verdadeiros campos de concentração (os hospitais públicos que atendem pelo SUS) que assassinam diariamente pessoas que poderiam estar bem se o Estado não tentasse ser uma mãe.

Enfim, são medidas como estas que caracterizariam um governo liberal clássico e de direita. O leitor acha que FHC e o PSDB apresentaram (ou apresentam) uma plataforma parecida com essa? O leitor conhece algum partido político no Brasil que defenda essas medidas, e que as tenha tentado implementar através de seus políticos eleitos? Não, não é mesmo? Sabe por quê? Porque no Brasil não existe um autêntico partido de direita. Os 2 maiores partidos do Brasil (PT e PSDB) apenas representam, respectivamente, uma luta entre as esquerdas radical e moderada. Todos os partidos que não se enquadram em um desses “pólos” são, na melhor das hipóteses, de centro, ou, como vem acontecendo ultimamente, de centro-esquerda. Não temos hoje mais nenhum partido verdadeiramente de direita na nossa política.

 

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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