Inocentar os criminosos e criminalizar os inocentes | Politicos Do Brazil
Inocentar os criminosos e criminalizar os inocentes
Por admin
15/03/2019

O dia 13/03/2019 vai ficar marcado na história da pequena Suzano, cidade da grande São Paulo.

Nesse dia, dois assassinos (25 e 16 anos) adentraram na Escola Estadual Professor Raul Brasil e, sem mais nem menos, dispararam a esmo causando a morte de 5 alunos e de duas funcionárias do estabelecimento de ensino. Por causa da violência desmedida, o episódio já é chamado de Massacre de Suzano.

A tragédia só não foi maior porque vários alunos conseguiram correr, pulando muros de mais de 3 metros de altura e a frieza da cozinheira da escola, que evitou a morte de pelo menos 50 crianças e adolescentes.

Só um detalhe: repararam no dia? Dia 13. 13 de PT. Apenas coincidência?

Essa tragédia fez muita gente lembrar do Massacre de Realengo. Lembram da história?

No dia 07/04/2011, um maluco assassino entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo atirando a esmo também e matou doze alunos, entre 13 e 16 anos, deixando ainda mais de 13 (olha o 13 de novo) feridos. Agora em abril de 2019 esse absurdo completará 8 anos. Uma data que ninguém da comunidade do Realengo jamais vai esquecer. Assim como os moradores de Suzano jamais esquecerão a data de 13/03/2019.

Nos dois casos citados, ambos os assassinos se suicidaram, mostrando a covardia que permeia esse tipo de gente. São verdadeiros leões com armas nas mãos, mas quando entram em enfrentamento com a policia, preferem se matar e assim “passar para a história” de maneira “épica”. Assim deve ser a mente desses matusquelas. E mais uma coincidência macabra: eram ex alunos das referidas escolas.

Notem que eu não mencionei o nome dos assassinos. Por um motivo simples: não dou ibope pra bandido. Seja lá quem for e a idade que tiver.

Em 2011, na época do Massacre de Realengo, vivíamos sob a presidência de Dilma Rousseff. Já vivamos também sob o estatuto do desarmamento. Nenhum dos dois fatos impediu o assassino de cometer a barbárie. Nenhum veiculo de comunicação fez associação com o passado de guerrilheira da presidente, que adorava pegar em armas e até bombas, nadica de nada. Também não associaram o PT, que sempre adorou métodos um tanto sanguinários para se livrar de quem estivesse em seu caminho, ou seja, passou batido. O próprio estatuto do desarmamento nem foi mencionado, mesmo porque evidentemente que o assassino não tinha armas legais, o que por si só configurava um crime.

Um pequeno adendo: ninguém, seja da mídia televisiva, internet, rádio ou coisa que o valha, colocou a culpa no assassino de Realengo. Tentaram de tudo. Mas não focaram no que realmente importava. Era um assassino e só estava esperando o momento certo para atacar. Ponto. Nada além disso.

No caso de Suzano, a narrativa já é diferente. Diversas narrativas apontam para o fato de que, após a eleição de Bolsonaro, o país ficou mais violento e o discurso esfuziante em torno das armas de fogo incute nas pessoas o sentimento de que matar é normal.

Você, leitor (a) pode dizer que estou ficando maluco e não tem nexo nenhum o que acabei de escrever acima. Será que não?

O presidente Bolsonaro é contra bandidos, tráfico de drogas e toda sorte de situações que coloquem a vida de inocentes em risco. Notem que em nenhum momento eu mencionei o comércio livre e irrestrito de armas. Por um motivo simples: ainda vivemos sob o estatuto do desarmamento e ter uma arma não é tão fácil como comprar um isqueiro para acender um cigarro.

Apontar o governo como um dos culpados na tragédia de Suzano é de uma cretinice que beira a demência. E quando digo isso, não solto palavras ao vento, mesmo porque algumas figuras da esquerda já soltaram essas porcarias por ai. Caso da ladra de aposentados, de codinome Gleisi Hoffmann e do tio da orgia, um tal de Jacques Wagner, só pra citar dois nomes.

Em nenhum momento o PT ou qualquer representante da esquerda culpou os assassinos. Pelo contrário, eles preferem culpar quem nada tem a ver com a história. Para eles, o importante é inocentar os criminosos e criminalizar os inocentes.

Sem falar dos diversos políticos da esquerda que usaram o fato como propaganda politica de oposição ao governo Bolsonaro. Uma canalhice que não tem tamanho. Algo muito baixo. Uma atitude mesquinha e totalmente absurda.

Volto a repetir: não associaram a guerrilheira Dilma Rousseff com o assassino e Realengo, mas correram como abutres para associar os assassinos de Suzano com o presidente Bolsonaro. Gente muito baixa. Cobras peçonhentas. Abutres!

O que podemos tirar de lição nos dois casos é o seguinte: essas mentes doentias sempre irão sair de lares desestruturados. Basta ver que no caso de Suzano, já se sabe que um dos assassinos não tinha o pai presente e sua mãe é drogada. Ou seja, um lar destruído. Como uma criança pode crescer de forma saudável assim? É impossível.

Temos que torcer muito para que casos assim não aconteçam mais. Que os pais prestem atenção em seus filhos e sejam mais presentes em suas vidas. Que assim seja!

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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