1964: o ano que não deveria ter acabado | Politicos Do Brazil
1964: o ano que não deveria ter acabado
Por admin
26/03/2019

Quem tem mais de 40 anos e não foi lobotomizado na faculdade, já ouviu falar do período conhecido como regime militar, que perdurou de 1964 até começo de 1985.

Nesse período, que a esquerda insiste em chamar de ditadura (uma falácia), o Brasil estava praticamente aos pés do comunismo. Para não sermos mais uma filial da União Soviética, como estava acontecendo com Cuba, os militares tomaram o poder, destituindo do cargo o comunista Jango, que acabou indo viver em exílio na Argentina e Uruguai.

O termo “tomaram” acaba sendo um pouco forte, visto que a sociedade civi, igreja, empresários e muitos políticos da época já desejavam isso, pelo motivo citado acima. O medo de ver o país se tornar comunista de 4 costados era visível.

É preciso dizer que, mesmo sendo um período militar, houve mudança de poder e tivemos 5 presidentes diferentes. Obstante o fato do Congresso ter sido dissolvido e não ter poder algum, bem diferente dos dias atuais, a alternância do poder por si só desconfigura uma suposta ditadura. Isso é tão clara como água cristalina que desce pelas corredeiras de algum rio que fica num lugar paradisíaco da Suécia, por exemplo.

Muitas obras foram feitos nesse periodo e pasmem, não se tem registros de que tenham sido superfaturadas. A economia andou bem, várias empresas vieram para o Brasil e empregos eram oferecidos nas ruas, chegando ao ápice das pessoas serem “agarradas” no meio da rua para irem fazer testes em várias empresas. Multinacionais do porte de GM, VW, Ford (isso falando de SP) contrataram aos borbotões. Uma época dourada.

Tivemos perdas? Sim. Muitas? Não. Importantes? Apenas do lado militar. E não me venham com churumelas. As vidas que se foram, eram vidas que queriam instaurar o inferno por aqui. Um inferno vermelho. Guerrilheiros formados na China comunista. Alguns desses guerrilheiros estão vivos até hoje, atazanando a vida das pessoas de bem, tais como Dilma, Genoino, Dirceu, apenas para ficar nos mais “conhecidos”.

O “fantasma” de 1964 voltou a tona essa semana, quando o presidente Bolsonaro determinou comemorações para o acontecimento. Uma clara demonstração de gratidão aos militares que nos salvaram das garras peçonhentas e assassinas do comunismo. É possível que a data de 31/março seja agora uma data celebrada todos os anos. Ponto positivo.

Evidentemente que a esquerda se melindrou toda. O tom é “onde já se viu comemorar uma data dessas? Onde já se viu comemorar uma ditadura?”.

O curioso que os mesmos que dizem isso são os mesmos que comemoraram quando o sr Luiz Inácio instaurou o dia da Consciência Negra, uma clara homenagem ao Zumbi dos Palmares, onde ele chegou a dizer que todo brasileiro tinha uma divida “histórica” com os negros. Oras, quem conhece a história de Zumbi, sabe que essa homenagem é um absurdo em todos os sentidos.

Isso posto, comemorar 1964 é plausível sim. Sem choro, nem mimimi.

Se você que está lendo meu artigo e tem menos de 30 anos, mas se acha no direito de criticar o regime militar, talvez pelo que você lê ou ouve dentro da sua faculdade ou colégio, tenha em mente o seguinte: antes de criticar, leia tudo que for dessa época, mas não apenas isso, converse com seus pais, tios e outras pessoas que já passaram dos 40 anos. Certamente sua opinião irá mudar.

Pergunte a eles (as) se naquela época os professores eram respeitados. Eram. Pergunte se a violência era desmedida como é hoje. Não era. Pergunte se as pessoas eram mais respeitosas. Eram. Pergunte se a televisão mostrava as porcarias que mostra hoje, até mesmo em horários da tarde, para toda criança/adolescente ver. Não mostrava. Pergunte se você poderia ficar na rua tranquilamente, brincando com seus colegas, sem medo algum. Podia. Pergunte se os marginais ficavam nas ruas, só esperando para pegar sua próxima vitima. Não ficavam.

Eram outros tempos. Tempos melhores. Em tudo. Quem viveu aquela época e não queria fazer nada de errado, tem muitas saudades. Infelizmente em 1984 tudo isso mudou.

O ano de 1984 trouxe o maldito movimento conhecido como “Diretas Já”. Nessa época, vários políticos da época, entre eles Luiz Inácio/FHC/Franco Montoro/Paulo Maluf e outros menos citados, foram as ruas “exigir” a volta do voto popular.

Prestou atenção nos nomes? Todos, sem exceção, se locupletaram do dinheiro público nos últimos 35 anos. Não é verdade? Um deles está preso.

Desde a “redemocratização”, o Brasil vem só ladeira abaixo. Tudo que foi conquistado no regime militar, se perdeu no tempo. A violência explodiu. O respeito pelos professores acabou. O respeito entre as pessoas se esvaiu. A televisão mostra até obscenidades no meio do dia, sem o menor pudor. As ruas hoje são perigosas, não importa o lugar. Os marginais ficam nas ruas, só esperando a próxima vitima. Sabem que, caso sejam presos, saem pela porta dianteira da delegacia.

Tudo mudou. Infelizmente para pior. O avanço que tivemos em 25 anos de regime militar foi jogado no lixo nesses últimos 35 anos.

Os políticos que exigiam o fim do regime militar estão milionários, enquanto o povo fica a mingua. Os empregos de outrora hoje são escassos. Infelizmente a quadrilha enganou a todos (as). Não custa lembrar que Michel Temer esteve a frente de uma quadrilha durante 40 anos, até antes do regime militar. Uma calamidade sem precedentes.

O grande erro desse período, na minha opinião, foi ter instaurado a pensão para filhas de militares que se mantiverem solteiras. Isso é um soco no estômago do trabalhador comum. É um descalabro total, que já deveria ter sido revogada. Quem sabe um dia…

Antes de terminar o artigo, tenho uma pergunta: você acha que uma intervenção militar resolveria os problemas desse país? Deixe sua opinião nos comentários.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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