A política no futebol | Politicos Do Brazil
A política no futebol
Por admin
27/04/2019

Se existem dois assuntos que povoam a mente dos brasileiros desde sempre, esses são a política e o futebol. Nessa ordem mesmo, já que a política existe na vida do país desde 1500, quando foi fundado, mas o futebol é conhecido por aqui desde o final do século 19, mais precisamente em 1895.

Desde que se conheceram intimamente, a combinação política e futebol nunca mais se separaram. É um casamento eterno. Sem chances de rompimento. Continuem lendo o artigo e vão entender…

Seja em qualquer campeonato de futebol no Brasil, a política sempre estará presente. Quantos campeonatos você, leitor (a), não acompanhou de boca aberta, com jogos no mínimo estranhos, tendo em mente que houve alguma manobra para favorecer time X ou Y?

São inúmeros. Não dá para contar assim de supetão. Seria necessária uma pesquisa bem aprofundada.

Aquela mudança de mando de jogo. Aquela falta que só o árbitro (isento) viu. Aquele pênalti escandaloso que passou despercebido. Tudo isso é força nos bastidores. É a política fazendo das suas.

Podemos mencionar alguns dirigentes que fazem/fizeram parte desse mundo nebuloso que mistura as duas faces de uma mesma moeda. De prontidão lembro de Beto Zini (ex presidente do Guarani), Eurico Miranda (ex presidente do Vasco da Gama), Andres Sanches (atual presidente do Corinthians), Roberto Dinamite (ex jogador e ex presidente do Vasco), Márcio Braga (ex presidente do Flamengo), Patrícia Amorim (ex presidente do Flamengo), Laudo Natel (ex presidente do São Paulo), esses e outros tantos que foram presidentes de clubes de futebol e também tiveram cargos políticos. Como se nota, não dá pra desvincular uma coisa da outra. A sinergia é gigantesca.

Infelizmente essa sinergia nem sempre é benéfica. Em alguns casos, essa aproximação causa um desgaste desnecessário em ambas as partes. Dirigentes/políticos, principalmente no Brasil, acabam causando estragos que ficam por muito tempo causando problemas no clube.

Em dois casos, a mistura foi tanto benéfica como maléfica.

No caso de Laudo Natel, para o São Paulo foi ótimo. Por causa do dirigente, que “intermediou” a doação do terreno no Morumbi, o clube pôde construir seu estádio e ostentar por muito tempo o estigma de time soberano. Inúmeros títulos foram ganhos ali. Perderam alguns também, mas a conta é positiva para o tricolor. Um grande estádio fez um grande clube e isso ninguém pode negar. A história, nesse caso, foi ótima tanto para o dirigente como para o clube de futebol da Vila Sônia.

Já para o Corinthians e Andrés Sanches, a história é um pouco diferente. Aliás, muito diferente… obstante o fato de hoje contar com um estádio magnifico, que só foi possível por causa de um tal Luiz Inácio também, a mistura foi extremamente ruim.

Andrés Sanches é filiado ao PT e foi deputado federal. Tudo isso depois de arquitetar um plano diabólico, juntamente a Luiz Inácio, Orlando Silva, Aldo Rabello, além da construtora Odebrecht, que culminou com a construção do Itaquerão, ou carinhosamente conhecido como Arena Lulão.

Tudo que envolveu a construção do estádio teve o dedo vergonhoso da corrupção petista, capitaneada pelo seu maior expoente político, que está preso em Curitiba. O valor astronômico que custou a Arena é impossível de pagar, palavras do próprio Andres, além do fato inequívoco de não trazer melhoria alguma ao entorno do estádio, uma das exigências da FIFA para a construção do estádio no bairro de Itaquera. A pobreza e falta de infraestrutura continuam da mesma forma. E continuarão para todo o sempre.

Mas o que esperar de um dirigente que disse, na maior cara de pau, que se não roubar no futebol, não ganha nada? Esse é o Andres. Esse é o PT. Esse é o Luiz Inácio, Orlando Silva, Aldo Rebello, etc… lastimável.

Um caso enigmático é o de Eurico Miranda e o Vasco da Gama. Eurico também esteve na política, mas muito antes disso sempre teve sua vida ligada ao clube carioca. Desde sempre andava nas alamedas do Cruz Maltino. Antes mesmo de ser presidente, já trabalhava nos bastidores para favorecer o clube de alguma maneira. Quando se tornou presidente, ai ninguém o segurou mais. São várias as histórias em que ele peitou quem fosse preciso para colocar o Vasco sempre a frente dos demais. O problema é que muitas vezes ele passou dos limites. Quem não se lembra da final do brasileiro de 2000, contra o São Caetano, dentro de São Januário, quando as arquibancadas cederam e muitas pessoas acabaram se ferindo? O bom sendo era ter adiado a partida. Mas ele não quis. Apenas mandou retirar os feridos do campo para a peleja recomeçar. Uma falta de respeito ao ser humano sem precedentes. Tudo em “amor” ao Vasco da Gama.

Esses 3 exemplos mostram bem como é a polêmica mistura entre futebol e política nesse país. No país do jeitinho, evidentemente que o futebol não poderia ficar de fora, não é mesmo? Ainda mais usando o mecanismo podre da política nacional brasileira do Brasil varonil.

E você, querido (a) leitor (a), lembra de algum caso de dirigente de clube e que também foi da política? Deixe nos comentários.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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