Juscelino Kubitschek: o sonho que virou pesadelo! | Politicos Do Brazil
Juscelino Kubitschek: o sonho que virou pesadelo!
Por admin
30/04/2019

O ano era 1956. A eleição de Juscelino Kubitschek, ou simplesmente JK, foi motivo de grande festa em todo território nacional. Ali estava, segundo histórias, o homem que poderia definitivamente colocar o Brasil nos trilhos do progresso e consequentemente em pé de igualdade com as maiores nações do planeta.

JK tinha um lema em sua cabeça: “50 anos em 5”. Para ele, o Brasil tinha pressa de progredir e não poderia mais ficar perdendo tempo. No linguajar popular, seria algo mais ou menos como ou vai, ou racha!

Com isso em mente, alguém teve a infeliz (vocês entenderão o porquê de usar esse termo) ideia de transferir a capital brasileira, que ficava no Rio de Janeiro, para um descampado próximo ao estado de Goiás. Ali, em meio ao nada, deveria surgir uma cidade que acamparia todas as decisões do governo federal e um local bom para se viver, criar filhos, com ótima qualidade de vida etc.

A bem da verdade, os políticos (já naquela época) queriam ficar mais distante do povo e assim não ter que lidar com pressões vindas de todos os lados da sociedade.

Assim sendo, a construção da nova capital federal começou. Vieram empregados de todas as partes do país. Isso explica a grande quantidade de pessoas com os mais variados sotaques na capital federal e porque a maioria dos políticos ali tem origem nordestina e nortista.

A arquitetura dos prédios que abrigaria os ministérios e as sedes do congresso e câmara dos deputados ficou a cargo do comunista Oscar Niemeyer e Joaquim Cardozo, esse último não se sabe sua ideologia política. Se você, caro leitor (a) perceber bem, esses prédios foram construídos para intimidar a presença de pessoas que sejam alheias ao funcionamento dos mesmos. Ou seja, para evitar invasões. Alô Boulos, cadê você???

Em 21 de abril de 1960, ainda incompleta, a nova capital federal foi inaugurada. Um detalhe que chama atenção: Brasília não tem esquinas. A cidade é inteiramente reta e plana. Também é preciso citar que o clima na região é extremamente seco, caindo por terra a ideia de um local aprazível para se viver.

A nova cidade também foi dividida, não propositalmente, de maneira bem clara: num lado os pobres, favelados e miseráveis. Do outro lado, ficam os políticos, funcionários públicos e servidores federais e estaduais, ou seja, a nata do local e porque não dizer, de grande parte do país. Todo mundo sabe, ou deveria saber, que os políticos representam a maior parte dos ricos dessa nação. Somando a esses, temos também os magistrados e outros funcionários de primeiro escalão do poder executivo, legislativo e judiciário.

Em Brasília também fica a sede do STF, aquele local onde decisões extremamente maléficas ao país são tomadas diariamente. Aquele puxadinho do PT.

A grande verdade por trás da construção de Brasília já foi dita no começo do artigo. Se JK tinha uma coisa boa em mente, quando quis construir aquele local, certamente hoje ele deve estar se revirando em sua catacumba, percebendo o erro crasso que acabou virando aquele local de ratos da pior espécie. Claro que não são todos os habitantes que entram nesse rol, mas podemos afirmar categoricamente que 95% certamente fazem parte do grande atraso que vem assolando essa nação a quase 60 anos.

As decisões mais estapafúrdias saem de Brasília. E como mencionei acima, a geolocalização permite essas decisões, já que para ir até a cidade, seja de onde você estiver, é tão longe que desanima qualquer carreata. Só para terem uma ideia, de Caldas Novas, que fica em Goiás, até a capital federal são mais de 6 horas de ônibus. Isso porque são “estados” vizinhos.

Brasília é um elefante branco que teima em dar despesas para todo Brasil. A sede dos poderes é um entrave a realidade econômica brasileira. Miseravelmente não se pode fazer nada, já que a cidade virou Patrimônio da Humanidade, em 1987. Ou seja, lá foi criada e ali ficará, por todo sempre. Nenhuma mudança. Os políticos, magistrados etc. continuarão sempre longe do povo.

JK não viveu para ver no que se transformou sua “menina dos olhos”. Em 1976 foi vitimado por um acidente de trânsito, que até hoje levanta a suspeita de ter sido um assassinato. Nunca se saberá a verdade. Mas, curiosamente, para uma “comissão da verdade”, tudo não passou de um mero acidente de trânsito. Vida que segue.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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