A audiência de custódia tem que acabar! | Politicos Do Brazil
A audiência de custódia tem que acabar!
Por admin
17/07/2019

O dia 19 de junho de 2019 tinha tudo para ser mais um dia normal na vida do policial militar aposentado, o senhor Luís Carlos da Silva Castro de 56 anos. Ele estava trabalhando normalmente numa loja TV Lar da avenida Grande Circular, zona leste de Manaus, onde era o segurança do local, até que 4 marginais adentraram o recinto e, com total covardia, executaram o senhor Luís, com vários tiros. Uma morte que colocaria fim a vida de um brasileiro honesto, cidadão pagador de seus impostos, pai e chefe de família.

Todos os 4 assassinos foram recolhidos pela polícia, num trabalho muito bem feito pela corporação, mostrando que a entidade faz seu serviço de maneira eficaz. Quem não faz seu trabalho a contento é a justiça brasileira. Simplesmente porque 3 dos 4 marginais foram soltos e saíram pela porta da frente, após uma audiência de custódia.

Todo mundo sabe, ou deveria saber, que suspeitos quando não são pegos em flagrante, tudo pode acontecer. Até uma improvável saída pela porta da frente da delegacia. Sim, é isso que você leu. Matou de maneira covarde, mas pode sair sem algemas, pela porta da frente, como se nada tivesse acontecido. Brasil, meus amigos…

E essa benevolência com a bandidagem ficou ainda mais covarde, com a criação da famigerada e maldita audiência de custódia. Muitos que estão lendo esse artigo até aqui já devem ter ouvido falar do termo, mas provavelmente não tem ideia de como funciona, o que fica é a raiva quando isso acontece, ainda mais em crimes bárbaros, como esse ocorrido com o policial aposentado.

Esse dispositivo que agracia os bandidos foi criado em 2015. Um doce de qualquer tipo, para quem adivinhar qual era o partido que governava nosso país nessa época. Dica: começa com P e termina com T.  Foi na gestão da desastrada Dilma Rousseff que foi criado, com a participação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e com a assinatura do então ministro da justiça da época, o maquiavélico José Eduardo Cardozo.

Não tem segredo. Quem sempre agraciou os bandidos, evidentemente que teria a “obrigação moral” com essa raça. E pensando assim, inventou algo que faria policiais e vítimas desses marginais vomitarem, de tanto ódio que iriam sentir da justiça brasileira.

Só para você, leitor (a), ter uma ideia de como isso é escabroso, na audiência de custódia o policial responsável pela prisão e a vítima (não sendo possível, algum representante dessa vítima) NÃO tem voz. Eles não podem falar nada. Não podem mencionar nada a respeito do ocorrido, não podem e não tem direito algum. Só quem pode falar é o bandido (que nojo!), o Ministério Público e o advogado de defesa do marginal. Parece brincadeira, não é mesmo? Mas não é! Aliás, sendo bem seco, nem policial e nem vitima ou representante entram na sala do juiz. Já ouviram falar daquela tal Comissão da Verdade? Funciona assim. Quem mata fala, quem prende, nem convidado a comparecer é. Quem não fica maluco com isso???

Estou mencionando esse caso especifico porque tomou proporções gigantescas. Apareceu em noticiário televisivo, sem falar dos portais de internet, redes sociais e tudo mais. Realmente chamou muito a atenção de todos (as), principalmente vendo a saída dos marginais da delegacia, com aquela cara de pau, o sorriso no rosto e a sensação de que a justiça é falha. Pelo menos para bandidos. Não é mesmo, Maria do Rosário?

Só que casos como esse acontecem todos os dias. A audiência é feita todos os dias. Em todos os cantos do Brasil. Um dispositivo covarde. Criado por covardes. Para covardes.

Uma vez ouvi ou li uma frase, não me lembro bem, que exemplifica perfeitamente o que acontece numa audiência de custódia: o marginal tem medo da polícia, nas não tem medo nenhum da justiça. Principalmente quando no corpo jurídico tem forte conluio político…

É por essas e outras que sou totalmente a favor da pena de morte.

P.S: Quando terminei o artigo, tive a informação de que a soltura dos bandidos foi revogada por um desembargador e a polícia local está atrás dos criminosos. Qualquer informação, avise a ROCAM ou ligue 99280-7574, 190 ou 181. Sempre lembrando que o caso ocorreu em Manaus, onde o código de área é o 92. Tive também informação que a juíza do caso é a Dra Ana Paula de Medeiros Braga.

Em breve, um próximo artigo. Até lá

Um blog que fala de política, que não tem rabo preso com partido algum e apenas transmite as noticias cotidianas da política nacional e internacional.
Todos os direitos reservados - 2014 - 2019