A imunidade parlamentar é habeas corpus para políticos bandidos! | Politicos Do Brazil
A imunidade parlamentar é habeas corpus para políticos bandidos!
Por admin
28/08/2020

O Brasil, como todos sabem, tem suas peculiaridades em todas as esferas.  Mas algo que é ponto pacifico é a “moleza” que os políticos desse país tem, principalmente em questões judiciais.

Uma das maiores bizarrices que temos no Brasil é, sem duvidas, a imunidade parlamentar.

Mas você sabe o que é imunidade parlamentar? Calma, não fique em pânico. Estou aqui para tirar essa duvida cruel. Segue o fio…

Imunidade parlamentar é um sistema no qual membros do parlamento ou da legislatura recebem imunidade JURIDICA (olha a questão justiça ai), não podendo ser processados CRIMINALMENTE. Antes de ser processado, é necessário que a imunidade seja REMOVIDA, geralmente por um tribunal de justiça superior (STF) ou pelo próprio parlamento (Congresso). Isso reduz a possibilidade de pressionar um membro do parlamento a mudar seu voto por MEDO de ser processado.

A priori é assim que funciona esse mecanismo no Brasil. Em outros países, como Reino Unido e Canadá, existe um mecanismo semelhante chamando de privilégio parlamentar, porém os parlamentares não estão isentos de um processo criminal, ou seja, caso cometa algum crime durante o mandato, podem e devem ser presos imediatamente, pois na Constituição Britânica (que engloba os países citados) TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI.

Ah, mas a Constituição brasileira de 1988 também tem esse tópico de igualdade entre todos os brasileiros. Sim, tem mesmo. Porém a CF não privilegia seu povo e sim seus políticos.

A imunidade, ou algo semelhante, também é presente na Alemanha, Espanha, Itália, Suíça e Uruguai. Mas apenas o Uruguai tem a mesma prerrogativa do Brasil. Lá como cá, nenhum dos parlamentares pode ser processado criminalmente. Já os países europeus citados tem cada uma sua peculiaridade.

O Brasil viu com incredulidade um caso famoso de imunidade parlamentar bem abaixo do seu nariz. Refiro-me ao caso da deputada Flordelis.

Pra quem não lembra, o caso ficou famoso no Brasil inteiro. A deputada, casada com o pastor Anderson do Carmo de Souza, foi considerada culpada pela morte do marido. Porém, na época da morte do marido, a deputada chegou a dar entrevistas emocionada e “abalada”. O pastor foi executado em sua casa no RJ e as primeiras pistas davam conta que um dos filhos do casal teria sido o assassino.

Eu lembrei imediatamente do caso Suzane Hichtofen, que mandou executar os pais e estava “chorando” diante do caixão dos dois. Na época, por intuição, eu já imaginava que ela tinha algo a ver com a morte dos progenitores. Por mais louco que possa parecer, também tive a mesma impressão com a deputada Flordelis. A maneira como ela falava do marido não demonstrava tristeza e por acaso, eu “acertei” de novo.

A morte do pastor foi em junho de 2019 e só agora, pouco mais de 1 ano é que a policia chegou ao mandante. A própria esposa é a mandante desse crime pavoroso. Atentem ao detalhe que ela envenenou por seis vezes o marido, antes de ser EXECUTADO com tiros. Que tragédia inacreditável!!!!

Pois bem, com toda essa mídia em torno dessa morte o normal é que Flordelis ficasse presa e aguardando julgamento, para saber qual o tempo de sua pena, correto?

Não. Não se tratando do Brasil.

Como ela tem a famigerada imunidade parlamentar, que já falei bastante acima, ela simplesmente NÃO será presa e poderá ocupar seu cargo de deputada tranquilamente, como se nada tivesse acontecido. Mais uma idiossincrasia desse país totalmente alienado.

Só uma coisinha… a deputada é evangélica. Mas não por isso eu vou sair “atirando” criticas a todos os evangélicos. Nada disso. O caráter independe de religião, sexo, cor ou qualquer outra coisa. No caso especifico dessa senhora, o correto seria ela ser levada imediatamente ao presídio e ali ficar até o julgamento. Se acaso ela for considerada inocente pela justiça, que seja solta e leve sua vida, mas no contrário que fique presa pelo maior tempo possível.

O que precisa ser debatido com urgência no Congresso é o fim imediato dessa imunidade parlamentar. Esse dispositivo inserido em nossa CF, nada mais é do que um habeas corpus para bandidos da política cometerem seus crimes e saírem ilesos.

Mas para isso acontecer, tanto o Nhonho Maia que é presidente da Camara, quanto o Batoré Alcolumbre que é presidente do Senado, deve o mais rápido possível colocar isso em pauta.

Esse caso revolta os cidadãos porque todos veem os políticos acima da lei e isso é um perigo.

Minha opinião, ao fim do artigo, é a seguinte: além de por fim a imunidade parlamentar, as pessoas precisam pensar antes de dar seu voto. Eleger alguém por fazer parte de uma comunidade, uma igreja ou clube, qualquer coisa que seja, passa o atestado de demência, já que a pessoa que está no púlpito ou abraçando alguém no clube ou igreja, provavelmente não será o mesmo quando tiver o cargo político nas mãos. Isso é algo que precisa ser falado sempre.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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