Michel Temer recria Ministério da Cultura. E a Lei Rouanet? | Politicos Do Brazil
Michel Temer recria Ministério da Cultura. E a Lei Rouanet?
Por admin
22/05/2016

Uma das grandes medidas do presidente Michel Temer e que foi aplaudida de pé por quem anseia por um país melhor, foi a “extinção” de alguns ministérios.

Verdadeiramente falando, os ministérios não foram totalmente extintos. Eles foram agregados a outros e viraram meio que secretarias.

Alguns desses ministérios eram totalmente irrelevantes e não faziam o menor sentido de existir.

Exemplos: igualdade racial, mulheres, portos

Mas um, em especial, chamou muita atenção e rendeu debates acalorados, principalmente nas redes sociais.

Enquanto uns defendiam o fim total e irrestrito desse ministério, chegando até a pedir CPI, outros (maioria “artistas”) ficaram loucos com o fim desse ministério. Chegando inclusive a fazer ameaças ao presidente, como no caso da atriz Fernanda Montenegro.

O ministério em questão é o MinC, ou Ministério da Cultura.

O dito MinC foi criado em 1985 e sempre passou despercebido nesses mais de 30 anos.

Mais uma lei que está dentro desse MinC é a grande responsável pelos pedidos incessantes que pedem sua extinção.

Essa lei tem o nome pomposo de Lei Rouanet e foi criada nos anos 90, durante o governo Collor.

Quem defende o fim do MinC se apega na forma deturpada que essa lei vem sendo usada desde 2003, quando o PT foi galgado à presidência. A maneira equivocada diz respeito aos altos valores que são dispensados a artistas que já tem uma carreira sólida e por isso não precisariam da ajuda estatal para seus espetáculos, shows, etc…

A lei tinha como seu grande “diferencial” apoiar artistas em inicio de carreira e espetáculos que pudessem contribuir para a disseminação da cultura em geral, de todos os locais do Brasil e de todas as formas.

Como foi dito anteriormente, infelizmente a lei teve algumas aplicações indevidas.

A prova mais conhecida da maneira estranha de como essa lei foi usada é o espetáculo “Macaquinhos”. Esse “espetáculo” visava mostrar algo que muita gente não entendeu até hoje. Principalmente pela performance dos atores. Eles simplesmente ficavam de 4 uns atrás dos outros olhando ou colocando o dedo, sei lá, nos ânus dos que estavam a sua frente. Sim, é isso que vocês leram. Isso é arte? No minimo é polêmico.

Vejam uma imagem dessa “arte”:

MACAQUINHOS

Não apenas isso, alguns artistas consagrados já se valeram da Lei Rouanet. E, não por coincidência, todas as investidas de promover os shows tinham empresas públicas por trás. Seja Caixa Econômica, seja Banco do Brasil, Petrobrás, Eletrobras, etc… em bom português, os brasileiros é quem bancavam esses shows com dinheiro de impostos. É justo?

Pois bem…

Quando Temer assumiu a presidência, ele “extinguiu” o MinC. Colocamos em aspas porque não foi totalmente extinguido. Ele foi incorporado ao Ministério da Educação, que ficou a cargo do sr Mendonça Filho.

Claro que choveram criticas pra cima do presidente. Criticas absurdas vindas dos “artistas” que já citamos como consagrados, entre eles Wagner Moura, Ney Matogrosso, Zé de Abreu, Fernanda Montenegro (já citada), Tico Santa Cruz, etc…

Teve até um caso peculiar do elenco do filme Aquarius.

Na apresentação dos atores/atrizes do filme que aconteceu em Cannes, entre eles estava Sonia Braga, cartazes foram levantados criticando o impeachment e também Michel Temer.

A peculiaridade dessa motivação é que o filme em si foi concebido através da Lei Rouanet… entenderam? Pois é.

O senador Renan Calheiros também entrou na jogada e diz ser a favor da recriação do MinC.

A pressão foi tanta que Michel Temer recuou e decidiu recriar o MinC.

Nas redes sociais o que se diz é que Temer vai sim recriar o MinC, mas porém contudo e todavia, o Ministério não terá mais um petista em seu comando e também não contará com o grande orçamento que tinha.

Claro que isso também se deve ao rombo bilionário nas contas públicas, na ordem de 170 bilhões de reais.

O que fica de tudo isso é que o MinC em si não é o grande problema, mesmo porque ele poderia ser extinto tranquilamente, já que o EUA (onde se fazem os melhores filmes, espetáculos do mundo) não tem ministério da Cultura e muito menos Lei Rouanet, ou seja, é totalmente dispensável. O grande problema nessa história toda é, repetimos, a forma deturpada como vem sendo usada a Lei Rouanet.

A expectativa é de que os boatos se confirmem e Temer esteja dando um tapa com luva de pelica nesses artistas que pediam a volta do MinC. Ou seja, ele atende os “anseios” e posa de bom moço.

O tempo é o senhor da razão e veremos se isso vai se confirmar.

Até o próximo artigo!

 

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