Pandemias e a raça humana: uma relação milenar! | Politicos Do Brazil
Pandemias e a raça humana: uma relação milenar!
Por admin
22/03/2020

Quem acompanha meu trabalho e leu o artigo anterior, onde eu criei uma sinergia entre a política com a pandemia do Corona vírus, deve ter entendido o que eu quis dizer naquele artigo.

Dito isso, volto com outro artigo que ainda pega carona nesse vírus maldito, criado pelo governo Chinês, sabe-se lá com qual intenção, mas dessa vez vou tentar mensurar como as epidemias (pandemias) e a raça humana construíram uma relação mortífera ao longo do tempo, ultrapassando séculos e que, infelizmente, parece não ter fim.

Desde os primórdios da civilização humana, temos contato com diversas pragas, pestes, epidemias e pandemias. Isso faz parte da evolução (ou involução) humana. Um castigo de DEUS? Não se sabe.

Acompanhem comigo as principais pandemias que assolaram o planeta Terra. Se você for observador (a), vai notar que um determinado país é quase onipresente na manifestação das doenças.

*Gripe Russa: como o próprio nome diz, a gripe mortal apareceu na extinta União Soviética em 1889, se alastrando pela Europa, chegando a Salvador pelos navios que atracavam no Porto, chegando até o Rio de Janeiro;

– Gripe Espanhola: Surgiu em 1918 (já no século 20), se espalhando por todo Planeta, infectando 50% da população mundial e levando 40 milhões de pessoas à óbito. É considerada, até hoje, a pior pandemia da história;

– Gripe asiática: Surgiu na China em 1957 (já no século 20), se alastrando em poucos meses para Austrália, EUA, Índia, Europa e África, atingindo depois todos os países em questão de apenas 10 meses. A mortalidade dessa pandemia variou em cada região, chegando a inacreditáveis 80%, dependendo da área atingida;

– Gripe de Hong Kong: Surgiu na China em 1968 (já no século 20), infectando mais de 500 mil pessoas em Hong Kong, causando grande impacto na Guerra do Vietnam, quando foi levada para o EUA e se espalhou pelo mundo inteiro;

– Corona vírus: Surgiu na China em 2019, se espalhando rapidamente pelo mundo. Embora tenha baixa letalidade (3 a 4% em pessoas idosas, com problemas respiratórios e baixa imunidade), sua virulência é bastante alta, infectando por volta de 120 mil pessoas, até o dia 11 de março de 2020. Está trazendo enormes prejuízos para a economia global, com diversas industrias paradas ao redor do mundo, além de comércios e serviços e restringindo o ir e vir das pessoas. Vários países estão em quarentena, dentre eles Itália, Brasil, França, Portugal e outros.

Além da gripe, outras doenças originaram grandes pandemias ao redor do mundo, como a cólera. Essa doença causou pelo menos 8 pandemias ao redor do globo terrestre:

– Seu início foi na Índia em 1816, se alastrando rapidamente para China e Azerbaijão, Cazaquistão, Turcomenistão e Rússia, através do Mar Cáspio;

– Infectou Estados Unidos, Canadá e Inglaterra em 1832;

– Afetou gravemente a Rússia, em 1852, causando a morte de mais de 1 milhão de pessoas;

– Alastrou-se rapidamente entre a Europa e África, entre 1863 e 1875;

– Grande contaminação na América do Norte no ano de 1866;

– Infectou a Alemanha, matando mais de 8 mil pessoas em 1892;

– Atingiu a Rússia em 1899, mas rapidamente foi controlada, com o avanço da saúde pública no país;

– Iniciou-se na Indonésia em 1961 (já no século 20), se alastrando para Bangladesh, Índia e chegou na União Soviética em 1966.

No século 18, durante a baixa idade média e por falta de saneamento básico, a peste negra (transmitida pelas pulgas dos ratos negros) assolou a Europa, dizimando entre um terço (25 milhões) e a metade (75 milhões) da população. É considerada a pior praga/peste da história mundial.

Além dessas, ainda tivemos pandemias de varíola e sarampo, ocorridas entre 1500/1530 no México e Peru, causando a morte de 2 milhões de pessoas.

Na história moderna, a AIDS é a maior causadora de mortes ao redor do mundo, desde 1982 quando foi descoberta. O vírus já infectou mais de 60 milhões de pessoas, levando mais de 20 milhões a óbito, além de existirem atualmente mais de 34 milhões de pessoas infectadas.

Algumas doenças, como Ebola, Zika, Dengue e Chikungunya, estão sendo estudas profundamente pela comunidade cientifica para que elas, num futuro negro próximo, não venham a se tornar outras pandemias. *

Como é possível notar e eu já disse no começo do artigo, as doenças, pandemias, pestes, ou seja lá o que for, fazem parte da história humana. Algumas foram criadas, outras já estavam hospedadas em animais e o homem, no caso da AIDS, fez o “favor” de trazer para a civilização.

A espécie humana vem enfrentando essas maleficências há séculos.

Em toda história, sempre aparecem os benfeitores, que são aqueles que criam as vacinas para que tais doenças, pestes, pandemias, sejam brecadas e, em alguns casos, erradicadas para todo sempre.

Claro que, na mesma proporção, alguns homens (homo sapiens) se encarregaram de disseminar doenças malditas, dizimando milhões de pessoas. Muitas calamidades públicas, como vocês puderam notar nas pandemias citadas nesse artigo.

O Corona vírus não é, nem de longe, comparada as maiores pandemias da história. É preciso pontuar, e digo isso com um alivio temporal, que 95% dessas pandemias mataram milhões de pessoas ao redor do mundo em épocas remotas, onde a infraestrutura e saneamento básico eram artigos de “luxo”.

Evidentemente que não quero passar aqui a ideia de que não é preciso se preocupar com a pandemia “da vez”. Nada disso! É preciso se preocupar sim. A letalidade é baixa e se restringe a um grupo restrito da população, mas mesmo assim todo cuidado é pouco. Afinal, não queremos passar para a história como a geração que deixou mais uma pandemia extremamente mortal, não é mesmo?

No que se refere ao Brasil, o governo vem fazendo sua parte, com programas de conscientização, inclusive a nível estadual e municipal. Escolas suspenderam suas aulas. Empresas pararam suas atividades. Apenas e tão somente serviços essências devem continuar. Por um motivo simples. Eles precisam continuar, pois sem hospitais, mercados e outros serviços, a população acabará se tornando refém de si mesma. E isso, como a história já mostrou, pode ser extremamente perigoso.

Minha dica é: siga o conselho do governo federal. Faça sua parte, para que saiamos dessa o mais rápido possível. Nada de pânico. Não tem motivo para isso. A pandemia será controlada em breve e a vida voltará ao normal. Como sempre aconteceu, ao longo da história.

Repito: nada de pânico! Consciência acima de tudo! O Brasil e o mundo irão vencer mais essa guerra!

Obs: onde começam e terminam os parágrafos com *, significa que o texto foi reproduzido, quase que fielmente, do site Info Escola.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

 

 

 

 

 

 

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