Quem é Alvaro Dias? | Politicos Do Brazil
Quem é Alvaro Dias?
Por admin
08/03/2020

Se tem um político que eu considero controverso nesse mundão nojento da política, esse cidadão atende pelo nome de Álvaro Dias.

Por que eu digo controverso?

Simplesmente porque ele, apesar de estar na política desde 1969, com apenas 25 anos, totalizando mais de 50 anos de vida pública, ou seja, nunca trabalhou na vida, ele nunca (pelo menos que eu saiba) criou alguma lei ou projeto de relevância para município, estado ou país. É aquele famoso parasita, que o ministro Guedes se referiu em algumas oportunidades.

Apesar de ter feito toda sua vida pública no Paraná, e ter sua ligação com o estado, ele é nascido em Quatá, interior de São Paulo. Mais um dos muitos que nascem num estado e fazem “carreira” política em outro.

Algo muito comum na vida pública de Álvaro Dias é a troca intermitente de siglas partidárias. Acompanhem comigo.

– MDB (1968-1980)

– PMDB (1980-1991)

– PST (1991-1993)

– PP (1993-1994)

– PSDB (1994-2001)

– PDT (2001-2003)

– PSDB (2003-2016)

– PV (2016-2017)

– PODEMOS (2017-presente)

Se você for uma pessoa observadora, deve ter percebido que ele passou por 8 partidos diferentes. E mais ainda, que ele passou, entre ir e voltar, 20 anos no PSDB. Sim, o PSDB, aquele partido que é um irmão siamês do PT. E mais um detalhe: todos os partidos tem viés esquerdista.

O senhor Álvaro Dias é senador desde 1983 e ficou até 1987, voltando ao cargo em 1999 e, caso não seja reeleito, ele chegará a 25 anos ininterruptos como senador pelo Paraná. Serão incríveis 30 anos como senador. E nenhuma, eu disse nenhuma, atuação relevante no cargo.

Deixo pontuado aqui que ele teve voto para compor a mesa de ministros do STF. Sim, se você critica o STF, saiba que ele é um dos responsáveis pela casa da luz vermelha. Ah, você não sabia disso e mesmo assim votou nele? A culpa também é sua.

Quando eu mencionei no começo do artigo que ele nunca teria feito (pelo menos do meu conhecimento) alguma lei, PEC ou sei lá o que, de relevância para o país, eu cometi um “equívoco”.

Ele fez sim. Quer dizer, não que tenha feito, mas bate sempre nessa tecla.

Ele sempre diz em suas redes sociais, mas especificamente no Facebook, que é o autor da lei para retirar o foro privilegiado das chamadas “autoridades”. Nelas se incluem deputados federais, senadores e presidente. Ele sempre fala que esse projeto, de sua autoria, não sai nunca da gaveta do Congresso.

Gente, um político com mais de 50 anos de vida pública não tem voz ativa para nada?

Depois do advento das redes sociais, todo mundo fica exposto. A vida privada não existe mais.

Nessa toada, algum inteligente disse ao senador que seria interessante ele falar do seu mandato e de suas “peripécias” nas redes. Tiro no pé.

Se você acompanha o senador nas redes, principalmente no Facebook, verá que ele é mais criticado do que elogiado. O motivo é sua letargia e sempre batendo na tecla do seu “grande projeto”, chamando Foro Privilegiado.

O cidadão também é alvo de algumas falácias em sua vida pública.

Entre elas, vou citar algumas, para não ficar muito extenso esse artigo.

– Álvaro disse, numa entrevista à Folha de São Paulo que foi agraciado com 93% de aprovação, quando foi governador do Paraná. Na verdade, ele conquistou no máximo 66%, longínquos 27% abaixo do que ele havia dito.

– Ele teria dito na sua época de governador no Paraná, o Brasil vivia sua maior crise financeira, com mais de 80% de inflação ao mês. Nada disso, a média da inflação na época (1987-1991) era de 22,3%. Quanta diferença…

– Álvaro teria soltado a pérola de que a dívida pública brasileira em 2018 era de 4 trilhões e 900 bilhões de reais. Não. Na realidade, o valor ficou em pouco mais de 3 trilhões e 500 milhões. Sim, o valor ainda é alto, mas bem abaixo do valor dito pelo senador.

Essas falácias podem ser comprovadas nesse artigo, do site A Publica. Recomendo a leitura.

Esse meu artigo não tem a intenção de desqualificar o senador. Mesmo porque eu não preciso fazer isso. Ele sozinho consegue a proeza, basta ver sua ficha corrida, não é mesmo?

A minha intenção é mostrar que fala mansa não necessariamente quer dizer qualidade pessoal. Só lembro aqui que Edir Macedo também tem uma voz macia… reflitam.

Provavelmente ele será candidato, de novo, para presidência em 2022. Não será eleito. De novo. Mas estará sempre na vida pública. Tem seus militantes. Seus eleitores fiéis.

Infelizmente no meu Paraná ainda não apareceu um candidato, ou candidata, decentes. São todos uma merda só.

Em breve, um próximo artigo. Até lá!

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